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Música / FLASHBACK

Led Zeppelin: como foi o fim da banda?

Há exatos 43 anos, a banda - que estava em seu momento mais glorioso - enfrentava um luto em meio ao clima de tensão e negatividade em seus dias finais

Emanuela Lemes | @emanuelalemes Publicado em 04/12/2023, às 15h55

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Led Zeppelin em 1970 (Foto: Jorgen Angel / Getty Images)
Led Zeppelin em 1970 (Foto: Jorgen Angel / Getty Images)

Há exatos 43 anos, em 04 de dezembro de 1980, a história do rock mudou por completo com o anúncio do encerramento das atividades do Led Zeppelin. O fim de uma das maiores bandas do gênero causou uma enorme comoção, mas que permanece pulsando com um legado inestimável que inspira até hoje milhares de músicos pelo mundo afora.

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Vivendo como super-heróis, o Led Zeppelin sempre foi tratado pela mídia e pelos fãs como reis e não conseguiam ver – ou recusavam-se a ver – que estavam sendo devorados pela própria máquina que haviam criado.

Em 1977, o jornalista Steven Rosen escreveu para a LouderSound sobre o cenário sombrio e negativo que a banda já enfrentava. Veja um trecho da reportagem abaixo:

Na verdade, nas quatro ou cinco apresentações que vi, a banda sentiu como se estivesse apenas tocando por números. Embora não houvesse banda de abertura e o Zeppelin tocasse frequentemente por mais de três horas, a música parecia não ter vida, nem emoção.

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O hedonismo do rock n' roll levou a banda ao extremo - especialmente a John Bonham. A separação do grupo ocorreu cerca dois meses após a morte prematura e trágica do lendário baterista do Led Zeppelin, em 25 de setembro de 1980. Ele foi encontrado sem vida na casa do guitarrista Jimmy Page.

No dia anterior, 24, Bonham encontrou os integrantes da banda de rock para planejar uma turnê pelos EUA - a última tinha sido pela Europa. Tanto antes como depois da reunião, o baterista bebeu altas doses de vodka.

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Na tarde do dia 25 de setembro de 1980, o empresário Benji Le Fevre e o baixista John Paul Jones encontram o corpo de Bonham. Na autópsia foi revelado que o baterista morreu por asfixia. O músico engasgou com o próprio vômito depois de consumir o equivalente a 40 doses de vodka.

Com a notícia da morte do baterista, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones cancelaram a turnê pelos EUA, e durante alguns meses boatos circulavam na imprensa e entre os fãs levantando especulações sobre um novo baterista para o Led Zeppelin

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Os rumores cessaram após o comunicado divulgado pela Atlantic Records para a imprensa, informando que o Led Zeppelin preferiu o seu fim a seguir em frente sem o amigo e baterista John Bonham. Confira um trecho abaixo:

“Queremos que seja sabido que a perda de nosso querido amigo e o profundo respeito que temos por sua família, junto com o profundo sentimento de harmonia plena que sentimos por nós mesmos e por nosso gerente, nos levaram a decidir que não poderíamos continuar como nós éramos.

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Depois de 11 anos e oito discos, o Led Zeppelin, uma das maiores bandas da história do rock, chegava ao fim. E, em 2016, John Bonham entrava para a história após a Rolling Stone EUA o eleger em primeiro lugar na lista dos “100 melhores bateristas de todos os tempos”.

A última vez que os membros restantes da banda se apresentaram juntos foi em 2007, no show tributo a Ahmet Ertegun na Inglaterra, com a participação do filho de John, Jason Bonham, na bateria.

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