Líder do Pussy Riot, Nadya Tolokno quer assumir presidência da Rússia após Putin; entenda

Nadya Tolokno, do Pussy Riot, quer se candidatar à presidência da Rússia em 2036 no lugar de Vladimir Putin para 'abrir a imaginação' do povo

Marina Sakai (sob supervisão de Yolanda Reis) Publicado em 17/08/2021, às 16h32

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Nadya Tolokno, vocalista do Pussy Riot (Foto: Divulgação)

Pussy Riot é uma banda de punk rock russa e feminista formada em 2011. Os protestos do grupo consistem em, principalmente, manifestações em prol dos direitos das mulheres e contra políticas da Rússia, mais especificamente do presidente, Vladimir Putin. Em entrevista à Vice News na última quinta, 12 de agosto, a líder da banda Nadezhda Tolokonnikova, também conhecida como Nadya Tolokno, revelou como quer suceder o governante nas eleições de 2036. 

 


De acordo com informações do Loudwire, a entrevista ocorreu enquanto Tolokno trabalhava com um fotógrafo para criar um pôster para as eleições de 2036 — Putin sancionou, em abril de 2021, uma lei que permitirá mais dois mandatos, de seis anos cada um, adicionados aos 12 anos que completará como presidente da Rússia em 2024.

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Tolokno deixou claro que sua intenção é performativa, usa a arte para pensar no futuro. "A ideia de disputar a presidência em 2036 é outra tentativa de abrir a nossa imaginação um pouco. Agora, não posso me candidatar, pois sou uma criminosa condenada, apesar de ter cumprido a minha sentença, não posso participar de eleições," explicou a artista.

Tolokno foi presa em 2012 e sentenciada a dois anos de prisão — mesmo ano em que Putin assumiu o cargo — acusada de "vandalismo motivado por ódio religioso" após uma performance do Pussy Riot na Catedral de Cristo Salvador em Moscou, capital da Rússia. Desde então, a banda continua na resistência contra o presidente há uma década, e a ideia excêntrica é a nova aposta para tentar tirá-lo do poder.

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Tolokno também mencionou Alexei Navalny, líder da oposição que foi preso e aguarda uma sentença. "A figura dele é muito importante, pois mostra como o senso de humor e coragem são dois instrumentos essenciais para lutar contra o regime de Putin." Assista à entrevista completa à Vice News abaixo:


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