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Música / Review

Limp Bizkit faz o show de rock que Lollapalooza precisava

Formada por Fred Durst, Wes Borland, Sam Rivers, John Otto e DJ Lethal, Limp Bizkit misturou hits e covers e fez show histórico

Felipe Grutter (@felipegrutter)

por Felipe Grutter (@felipegrutter)

felipe.grutter@rollingstone.com.br

Publicado em 23/03/2024, às 22h19 - Atualizado em 24/03/2024, às 10h41

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Limp Bizkit no Lollapalooza Brasil 2024 (Foto: Camila Cara)
Limp Bizkit no Lollapalooza Brasil 2024 (Foto: Camila Cara)

Em um dia de Lollapalooza Brasil que tinha tudo para ser entediante, com um tempo fechado e uma garoa praticamente incessante, Limp Bizkit mostrou que valeu a pena esperar o show que aconteceu no Palco Samsung Galaxy, às 19h55 (horário de Brasília), neste sábado, 23.

Com um público bastante ansioso com o começo da apresentação da icônica banda de rock estadunidense, o nível do espetáculo começou lá em cima, com o hit “Break Stuff,” e os fãs não hesitaram em abrir quase que instantaneamente as tradicionais rodinhas punk pela pista.

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Todo esse amor e energia que o público emanava para Limp Bizkit no palco, os cinco músicos retribuíram com maestria e no mesmo nível. O grande maestro da noite, Fred Durst tem uma presença de palco digna de grande astro mundial do rock. Claro, os outros integrantes dominavam com habilidade cada instrumento, seja Sam Rivers no baixo, John Otto na bateria, o misterioso Wes Borland na guitarra ou DJ Lethal na picape.

Após o início, a banda seguiu com tudo pelo setlist, com o rock pesado característico e destaques para “Take a Look Around” e “My Way.” Lá pela metade do show, os integrantes começaram a diminuir um pouco o ritmo, com interlúdios com trechos de hits como “Purple Rain” e “Seven Nation Army.” Então, com os ânimos mais calmos, Durst começou a cantar “Behind Blue Eyes,” dedicada aos fãs: “Não é minha canção, é de vocês!”

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Claro, com um dia de atraso, o vocalista aproveitou para desejar um feliz aniversário a John Otto, que ouviu o público cantar “Parabéns pra Você.” Não apenas este momento fofo, mas a bateria de Otto é um dos grandes destaques da noite, com uma performance forte, potente e imponente.

Apesar de mais quieto e longe das atenções do show do Limp Bizkit, Sam Rivers é um baixista mais do que competente. Enquanto Wes Borland, com um figurino bastante diferenciado, sempre impressionava (seja pela habilidade na guitarra ou pela bizarrice do uniforme). Por fim, DJ Lethal fazia muito bem as transições entre as músicas e era sempre destacado por Fred Durst.

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Realmente, uma hora de show da banda foi pouquíssimo para o que ela trouxe ao palco, além da linda festa que os fãs fizeram. Até aqui, foi uma das melhores apresentações do Lollapalooza Brasil 2024 e, sem dúvidas, pode entrar para a história do festival.