The Weeknd: O que esperar de The Dawn, nova era de Abel Tesfaye?

Após o sucesso explosivo de After Hours, The Weeknd se aprofunda em nova fase com disco, músicas e visual novo

Camilla Millan Publicado em 22/08/2021, às 12h00

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The Weeknd em apresentação no Billboard Music Awards em 2021 (Foto: Rich Fury/Getty Images for dcp)

Afirmar que 2020 foi o ano do auge na carreira de The Weeknd não é mentira. O canadense Abel Tesfaye lançou o disco After Hours em março para mostrar a potência vocal, de composição e criativa — assim como a capacidade de ser um grande astro. Apesar do sucesso astronômico, o cantor promete ainda mais com The Dawn.

Com muito suspense e tuítes misteriosos, The Weeknd provocou a indústria musical ao aumentar a expectativa para a nova era, The Dawn. O cantor apagou todas as publicações no Instagram, mudou a foto de perfil e anunciou nas redes sociais: “The Dawn is coming”.

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Algumas semanas depois, o primeiro single do novo projeto estreou. “Take My Breath” parece dar o tom da nova fase de The Weeknd, com uma mistura de futurismo embalado nos elementos eletrônicos da era disco enquanto o cantor mostra toda a potência vocal.

Consolidado mundialmente como um grande músico, The Weeknd parece agora querer ousar ainda mais. Confira o que esperar para The Dawn, nova era do cantor:

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Nostalgia dos anos 1980 e 1990

After Hours bombardeou os fãs de nostalgia ao retomar elementos do disco e visual retrô, The Dawn não deve ser diferente. A dançante “Take My Breath” consegue embriagar o ouvinte em uma sensação eletrizante e psicodélica, principalmente pelo refrão certeiro e os vocais hipnotizantes.

Em relação ao visual, a nostalgia também não escapa da capacidade criativa de The Weeknd. O cantor aposta novamente no retrô e na psicodelia enquanto moderniza a pista de dança em uma rave futurista em que as pessoas ficam inebriadas com o mais puro oxigênio.

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Storytelling

Uma das grandes habilidades de The Weeknd é o storytelling (narração de histórias, em tradução). Em After Hours (equivalente à madrugada, em português), cada clipe e apresentação dá continuidade à narrativa cinematográfica de uma noite em Las Vegas que não se saiu bem.

O nome The Dawn (o amanhecer, em tradução livre), já indica uma continuidade ao trabalho anterior. A nova fase deve apresentar ao público narrativas complementares, principalmente nos clipes — assim como talento considerável de Tesfaye em transmitir os próprios sentimentos e sensações em cada cena.

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Produções cinematográficas

Em clipes e, principalmente, apresentações, The Weeknd mostrou que não tem nada a perder. O cantor protagonizou filmagens cinematográficas, assim como performances de tirar o fôlego devido ao visual e proporção.

No MTV VMAs, a performance da icônica “Blinding Lights” aconteceu no terraço de um prédio, já no American Music Awards, The Weeknd apresentou uma junção de “Save Your Tears” e “In Your Eyes” enquanto caminhava com bandagens no rosto e uma coreografia de fogos e outros artifícios visuais.

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O desempenho no Super Bowl também foi icônico, com uma coreografia incrível apresentada no gramado do estádio de futebol americano, assim como uma estrutura surpreendente. No Billboard Music Awards, Abel Tesfaye também fez história com uma apresentação impressionante de carros e caminhões em uma dança coreografada.

Assim como a era After Hours presenteou fãs e a indústria musical com performances icônicas, é difícil pensar que a nova era não faça o mesmo — principalmente pela produção do clipe de “Take My Breath”.

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Liberdade criativa

Certamente, a habilidade de transmitir sentimentos tão profundos e intensos floresceu há tempos no trabalho de The Weeknd, inicialmente com a melancolia obscura dos primeiros trabalhos, como Trilogy e Kiss Land. A virada para o pop oitentista do cantor foi ressaltada em After Hours, mesmo que a essência taciturna permaneça. Em diálogo com o R&B, Tesfaye parece testar cada vez mais a criatividade — e The Dawn promete um trabalho ainda mais livre.

Os sentimentos mais profundos são continuamente transmitidos ao longo carreira do cantor, e agora ele pode explorar sem obstáculos as mais diferentes formas de revisitar as sensações e o seu mais íntimo entendimento do mundo que o cerca - seja com as batidas eletrônicas, o r&b melancólico ou o pop eletrizante.

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Com a nova era, o astro pode passear ao máximo pelas influências e elementos do próprio trabalho. No programa Memento Mori, da rádio Apple Music 1, o cantor revelou inclusive que "Everytime" e o hit "Toxic", de Britney Spears, influenciaram o novo disco.

E qual é o motivo de toda essa liberdade criativa? O cantor canadense não precisa atender às expectativas da indústria ou depender de números para fazer o novo trabalho. Tesfaye conquistou inúmeras marcas histórias sem esquecer da própria essência. Um exemplo é o recorde impressionante com "Blinding Lights", que bateu o recorde de canção a ficar por mais tempo na Billboard Hot 100: por enquanto, são 88 semanas.

 
 
 
 
 
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