11 filmes para conhecer a trajetória de Robert Pattinson nos cinemas

Após ganhar fama com Crepúsculo, ator construiu uma carreira impressionante com filmes de arte, ação e romance

Julia Harumi Morita Publicado em 16/11/2019, às 11h00

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Robert Pattinson (Arte: Julia Harumi Morita)

O ano é 2008, e Robert Pattinson já é conhecido na mídia pela interpretação do atraente, atlético e popular Cedrico Diggory na franquia Harry Potter. Um pouco depois, aos 22 anos, o ator está prestes a se tornar o novo ídolo adolescente e o rosto estampado nos pôsteres colados nos quartos dos jovens apaixonados pelos livros de Stephenie Meyer e sonham em viver um romance com um vampiro misterioso igual a Edward Cullen.

Pattinson tinha tudo para viver o resto da vida como ícone juvenil com filmes feitos para alimentar as fantasias perdidas do público popular. Contudo, o ator resolveu trilhar um caminho diferente, por de baixo de Hollywood, em direção ao cinema independente e apreciado pela crítica.

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A partir do sucesso de bilheteria da saga Crepúsculo, o ator iniciou uma trajetória inusitada com performances impressionantes, que consequentemente resultaram  em inúmeros prêmios de reconhecimento e na transformação do artista em uma referência de atuação.

Mais de 10 anos após a estreia do ator como vampiro adolescente, Pattinson volta para os blockbusters como Batman no próximo filme da DC Comics, que está planejado para estrear dia 25 de junho de 2021. 

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Além de estar no centro dos holofotes pelo papel de super-herói, ele também tem chamado a atenção da mídia por O Farol, um thriller filmado em preto e branco com um elenco de apenas dois atores: Pattinson e Willem Dafoe.

E para entender o caminho percorrido pelo artista nesse período de tempo, separamos 11 filmes para conhecer melhor a trajetória de Pattinson pelo mundo dos filmes de arte, ação e romance.

Little Ashes (2008)

Little Ashes é o primeiro filme de Pattinson após a estreia de Crepúsculo. No longa dirigido por Paul Morrison, o ator dá vida a Salvador Dalí durantes os anos de estudo na escola de arte Residencia de Estudiantes e o início da carreira como pintor surrealista.

A cinebiografia retrata a construção da excepcional personalidade do artista espanhol, a amizade com o futuro diretor de cinema Luis Buñuel e a relação amorosa com o poeta Federico García. Lançado em 2008 durante o Raindance Film Festival, a obra recebeu o Glaad Media Awards por Melhor Filme de Lançamento Limitado.


Água Para Elefantes (2011)

Baseado no livro homônimo de Sara Gruen, Água Para Elefantes conta a história de Jacob Jankowski, um estudante de veterinária que é obrigado a deixar a faculdade após a morte dos pais.

O personagem de Pattinson viaja sem rumo até se juntar aos Benzini Brothers, uma companhia circense. O drama se desenvolve a partir do triângulo amoroso vivido por Jacob, o dono do circo, August, interpretado por Christoph Waltz, e a esposa dele, Marlena, interpretada por Reese Witherspoon.


Bel Ami: O Sedutor (2012)

Pattinson é Georges Duroy, um jovem soldado falido que usa o poder de sedução para atrair as influentes Virgine, interpretada por Kristin Scott Thomas, Madeleine Forestier, representada por Uma Thurman, e Clotilde de Marelle, vivida por Christina Ricci, para se transformar na personalidade Bel Ami e ingressar na elite francesa.

Apesar do elenco notável, a adaptação cinematográfica do livro de Guy de Maupassant não foi bem recebida pelas crítica. O New York Times comparou a atuação de Pattinson à performance limitada de Edward Cullen, que classificou como expressões prontas ensaiadas na frente do espelho.


The Rover - A Caçada (2014)

Dirigido por David Michôd, The Rover - A Caçada é uma ficção científica sobre um mundo sem lei e dominado pela criminalidade. Quando uma gangue rouba o único bem que resta a Eric, ele faz um dos integrantes do grupo de refém.

Sem resultados, Eric parte em busca dos ladrões e leva o jovem Reynolds consigo após perceber que ele foi abandonado pelos outros integrantes da gangue.


Life: Um Retrato de James Dean (2015)

Anton Corbijn nos mostra um lado pouco conhecido do ícone de Hollywood, James Dean, interpretado por Dane Dehaan. Longe dos espetáculos e das tragédias, a cinebiografia explora o começo da carreira e as incertezas que acompanhavam o ator.

O jovem artista é incentivado por Dennis Stock, um fotógrafo da revista Life, vivido por Pattinson, que acredita no potencial do Dean para se tornar um verdadeiro astro no cinema.


Z: A Cidade Perdida (2016)

A obra cinematográfica dirigida por James Gray conta a história do explorador britânico Percy Fawcett, que ficou conhecido por explorar a floresta amazônica e desaparecer em uma expedição à Serra do Roncador, no Mato Grosso. Charlie Hunnam interpreta Fawcett durante o período em que ele se aventura pelos limites do Brasil com a Bolívia e estuda sobre uma civilização perdida que existiu no meio da floresta tropical.

No filme, Pattinson inova ao interpretar o parceiro de expedições do explorador e foi elogiado por veículos como o  Independent UK que atribui ao ator uma das melhores falas do filme.


The Childhood of a Leader (2016)

Baseado no texto homônimo de Jean-Paul Sartre, The Childhood of a Leader narra em detalhes as circunstâncias e as revelações que constroem a personalidade de um futuro líder fascista. Pattinson interpreta dois personagens que apesar do pouco tempo de aparição, são extremamente importantes para a narrativa.

Na primeira parte do filme, o ator é Charles Market, amante da esposa de um diploma norte-americano e pai do jovem Prescott. Já no final da trama, ele interpreta a versão adulta do próprio filho no momento em que ele ascende como líder militar.


Bom Comportamento (2017)

Em Bom Comportamento vemos Pattinson arriscar novamente na escolha de personagens. O ator dá vida a um criminoso inconsequente movido pela possibilidade de sair da realidade que o cerca.

No filme, o personagem vive constantemente sob a mira da polícia ao mesmo tempo que tenta livrar o irmão que foi preso por causa dele. Segundo o jornal The Guardian, Pattinson 'desaparece' dentro do personagem com uma performance convincente, que prova a capacidade do artista de ser mais que um rosto bonito.


Sob o Sol do Oeste (2018)

Ambientado no século XIX, o longa dirigido e escrito pelos irmãos David e Nathan Zellner, mostra exatamente o oposto do título original, Damsel / Donzela. Mia Wasikowska interpreta Penelope, uma mulher determinada a fugir de homens como Samuel Alabaster, interpretado por Pattinson, que insistentemente tentam conquistá-la e pedi-la em casamento.


High Life (2018)

Pattinson interpreta Monte, um homem que faz parte de um grupo de criminosos que aceitam servir como cobaias de um experimento no espaço em busca de energias alternativas para se livrarem das sentenças da prisão.

Com o tempo, todos os passageiros morrem, exceto Monte e a filha dele, que nasce dentro da nave espacial. A narrativa do filme é sustentada pela melhor performance da carreira de Pattinson até então, segundo a Independent UK.


O Rei (2019)

Com altas expectativas, O Rei estreou na Netflix no início de novembro e teve ampla repercussão na mídia. É claro que as atenções se voltaram principalmente para Timothée Chalamet, mas Pattinson também chamou atenção pela breve participação como o Dauphin.

Seja pelo cabelo loiro e longo ou pelo sotaque francês, a atuação do artista recebeu críticas controversas que vão desde ‘ridícula’, segundo a Vulture, até ‘salvadora de uma narrativa tediosa’, de acordo com a IndieWire.