3 motivos para ver A Festa de Formatura, novo musical de Ryan Murphy na Netflix

Com Meryl Streep e Nicole Kidman no elenco, o longa-metragem estreou no início do mês de dezembro na plataforma de streaming

Redação Publicado em 31/12/2020, às 10h30

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A Festa de Formatura (Foto: Reprodução /Twitter)

No dia 11 de dezembro, a Netflix lançou A Festa de Formatura, uma adaptação de um musical da Broadway de mesmo nome sobre uma jovem lésbica que é impedida de levar uma acompanhante para o baile de formatura - um roteiro baseado em histórias reais que ganharam repercussão no final da década de 2000. 

Apesar de ter sido aclamado com sete indicações ao Tony Awards, a produção não teve sucesso na bilheteria e, em pouco tempo, foi retirada de cartaz, segundo informações da Folha de S. Paulo. Contudo, antes disso acontecer, o espetáculo chamou a atenção de Ryan Murphy, que decidiu transformar a peça em um filme. 

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De forma geral, a adaptação apresenta narrativas previsíveis e reproduz diversos estereótipos relacionados aos gays e lésbicas. Contudo, além do excesso de glitter e das cenas musicais extravagantes, o longa-metragem surpreende com momentos extremamente sensíveis sobre os dilemas dos jovens LGBTQIA+ que são abandonados pelos pais.

Pensando nisso, a Rolling Stone Brasil separou 3 motivos para ver A Festa de Formatura  na Netflix. Confira:

Elenco de peso 

O musical explora os bastidores da Broadway e acompanha a tentativa de dois atores consagrados que tentam limpar mudar a reputação de narcisistas e dois atores que lutam para finalmente conseguir um papel de destaque. 

Para dar vida aos personagens mais velhos, Murphy reuniu um elenco de peso formado por Meryl Streep, Nicole Kidman, James Corden e Andrew Rannells. Já o elenco jovem foi formado pelas atrizes Jo Ellen Pellman e Ariana DeBose.

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Histórias emocionantes de personagens LGBTQIA+ 

Intencionalmente ou não, Murphy foi perspicaz ao apresentar uma produção que aparenta ser um musical descontraído, mas carrega muitas cenas emocionantes sobre os conflitos de jovens LGBTQIA+. Desta forma, o longa consegue atrair um público não tão familiarizado com essas questões e proporciona o início de uma discussão sobre empatia.

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Narrativa clichê, mas cheia de esperança

O filme comete equívocos ao representar a comunidade LGBQIA+, por exemplo, colocar um ator heterosexual, James Corden, para interpretar um personagem gay afeminado ou o fato da protagonista transbordar otimismo, mesmo nas situações mais difíceis da trama. 

Se por um lado o filme simplifica questões de jovens LGBTQIA+, por outro, ele traz uma mensagem de esperança para aqueles que acreditam em mudanças positivas e um final feliz digno de um filme adolescente.

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