40 anos de Star Wars: leia nossa análise sobre todos os filmes

Redação Publicado em 25/05/2017, às 13h47 - Atualizado às 19h00

40 anos Star Wars - abre
Reprodução/David James/Lucasfilm/Divulgação

Por Paulo Cavalcanti



Até agora, a franquia Star Wars rendeu duas trilogias – uma, com os filmes originais e a outra, com a prequel. No momento, Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi, o segundo da terceira trilogia, se encontra em produção. Aqui, uma breve análise de todos os filmes da saga criada por George Lucas.


Guerra nas Estrelas (1977) *****



Dirigido por George Lucas



Este foi o filme que começou tudo e introduziu todo o universo da saga, além de apresentar personagens que se tornaram parte integral do folclore e da cultura pop. Foi um verdadeiro divisor de águas: se não fosse por este filme, a industrial cultural e vida das pessoas seriam diferentes. Mas não foi apenas o triunfo da tecnologia e de uma nova linguagem cinematográfica que fez de Star Wars um fenômeno. Lucas mostrava que ainda precisávamos da eterna luta do bem contra o mal, e a mensagem foi captada pelo público de forma imediata.


O Império Contra-Ataca (1980) *****



Dirigido por Irvin Kershner



Para uma boa parcela dos fãs, este ainda é o melhor filme de toda a saga. O inglês Irvin Kershner era um diretor superior a Lucas. Ele mantém rota com foco e vigor. Surpresas e revelações vêm e vão a cada instante. O longa tem momentos memoráveis, como Luke Skywalker aprendendo a ser Jedi com o Mestre Yoda, a batalha no planeta gelado Hoth e a luta de sabre do herói com o vilão Darth Vader. O filme termina com o lado negro da Força triunfando. Nunca mais a série teria este tipo de ambiguidade moral.


O Retorno de Jedi (1983) ****



Dirigido por George Lucas



No capítulo final da primeira trilogia, os Rebeldes comandados por Luke Skywalker finalmente triunfam sobre as tropas de Darth Vader e no meio disso ainda têm que enfrentar um outro vilão asqueroso, Jabba The Hut. Comparado ao deslumbre de Guerra nas Estrelas e ao tom sinistro de O Império Contra-Ataca, O Retorno do Jedi se mostrou mais convencional – os bichos “fofos” chamados Ewok receberam muito espaço e havia uma profusão de sorrisos e abraços no final do filme.


Star Wars: Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999) ***½



Dirigido por George Lucas



Quando se trata do primeiro capítulo da prequel, as pessoas só se lembram de um nome, infelizmente: Jar Jar Binks. Talvez Lucas achasse que a série necessitasse de um alívio cômico e um personagem com a qual as crianças pudessem se identificar. Mas a criatura, meio humana e meio anfíbio, além de irritante, se comportava como um estereótipo racial que não deveria existir mais no cinema moderno. O filme, apesar de não ter a mesma riqueza da trilogia anterior, ainda conta de forma decente como foram os fatos que antecederam a luta dos Rebeldes contra o Império. E, obviamente, com o auxílio da tecnologia digital que não existia nas décadas de 1970 e 1980, Lucas conseguiu criar um filme visualmente muito mais interessante.


Star Wars: Episódio II: O Ataque dos Clones (2002) ***



Dirigido por George Lucas



Talvez o mais fraco de todos os filmes da saga, Star Wars: Episódio I: O Ataque dos Clones tem vários problemas: o romance entre os personagens Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Princesa Padmé (Natalie Portman) é desprovido de química, as tramas são confusas e as batalhas espaciais parecem não acabar nunca. Naturalmente, o filme é obrigatório para se entender o contexto do que viria adiante. Pelo menos, ele não tem Jar Jar Binks.


Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith (2005) ***½



Dirigido por George Lucas



Este filme mostra como a figura de Darth Vader surgiu. É a história de como um jovem decente e agradável se torna uma figura sinistra e malévola envolta em uma capa e trajando um capacete. A transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader era algo que os fãs sempre sonhavam ver e Lucas fez tudo como deveria ser feito. Superior a Star Wars: Episódio I: O Ataque dos Clones, este capítulo final da segunda trilogia tem efeitos especiais de primeira e uma condução dramática satisfatória.


Star Wars: O Despertar da Força (2015) *****



Dirigido por J.J. Abrams



A segunda trilogia criada por Lucas lucrou uma fortuna, mas muitos dentro da indústria cinematográfica acharam que a história já havia rendido o suficiente. O próprio Lucas parecia concordar. Pelo jeito, Star Wars iria virar nostalgia. Mas depois que George Lucas vendeu a propriedade para a Disney, o estúdio decretou que a franquia poderia ser revivida e, assim, ganhar novamente relevância cultural. Entrou na jogada o diretor e produtor J.J. Abrams, que se tornou o maestro do reboot. Star Wars: O Despertar da Força não deixou na mão os velhos adeptos, encantou a segunda geração de fãs e ainda conquistou novos aficionados. A velha gangue de décadas atrás estava de volta, assim como novos e obrigatórios personagens. O filme, que mostra os eventos posteriores a O Retorno de Jedi, é mais contemporâneo em termos de narrativa e enredo. Talvez seja um pouco sério demais, afinal, não estamos mais nos anos 1970.


Rogue One: Uma História Star Wars (2016) ****



Dirigido Por Gareth Edwards



Este filme foi concebido para ganhar tempo e deixar os fãs saciados até que Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi, chegue às telas, no final de 2017. Mais do que uma produção de ficção científica, Rogue One é um filme de guerra com doses de espionagem. Apesar de não destoar muito esteticamente e filosoficamente do universo geral de Star Wars, é um filme é mais sinistro, violento e trágico do que os que o precederam. Foi uma bela surpresa, um sucesso merecido e de quebra marcou a despedida de Carrie Fisher, que foi recriada digitalmente antes de morrer.