6 músicas para entender a carreira de Patti Smith, a madrinha do punk

A artista comemora 74 anos de idade nesta quarta, 30

Julia Harumi Morita | @the_harumi Publicado em 30/12/2020, às 11h42

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Capa de Horses, estreia de Patti Smith (Foto: Reprodução)

Em 1971, Patti Smith se apresentou pela primeira vez como poeta em uma igreja na região do Bowery, em Nova York. Aos vinte e poucos anos, a artista já carregava algumas experiências determinantes de vida, mas não imaginava que quatro anos mais tarde lançaria um disco que entraria para a história do rock. 

Com o álbum Horses (1975), Pattilevou sua poesia inspirada em Jean Genet, Charles Baudelaire e Arthur Rimbaud para uma agitada e transgressora cena musical que se formava pelos cantos da cidade, a qual, mais tarde, seria consolidada como punk rock. 

Após quase 50 anos de carreira, Patti mantém vivo o legado de madrinha do punk da forma mais autêntica possível: com uma discografia excepcional e diversos obras literárias, além do exercício praticamente diário de publicar pequenos poemas e textos no Instagram. 

Para comemorar o aniversário de Patti Smith, que completa 74 anos nesta quarta, 30, a Rolling Stone Brasil listou seis músicas para entender a carreira da artista. Confira:

“Gloria: In Excelsis Deo” (1975)

Jesus morreu pelos pecados de alguém, mas não pelos meus”. É com essa frase que Patti Smith abre o primeiro disco da carreira, Horses. Escrita por Van Morrison, “Gloria: In Excelsis Deo” mostra a genialidade da cantora de se apropriar de obras já existentes e transformá-las em canções com vocais e instrumentais vigorosos, que só poderiam ter sido criados por Patti.

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“Because The Night” (1978)

Because The Night” é um dos maiores sucessos de Patti Smith. Coescrita por Bruce Springsteen, a canção, que faz parte do disco Eater, alcançou um marco histórico para o punk ao ocupar o 13º lugar no prestigiado ranking da Billboard Hot 100 em 1978.

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"People Have The Power" (1988)

Além da sensibilidade para lidar com temas universais da vida, Patti Smith sabe muito bem como evocar causas políticas. Em “People Have The Power”, que faz parte do disco Dream of Life, a artista canta de forma esperançosa: “E o povo tem o poder /Para redimir o trabalho do tolo [...] Nós podemos virar o mundo /Nós podemos virar a revolução da terra”.

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"Beneath the Southern Cross"  (1996)

Beneath the Southern Cross” é uma das canções do comovente disco Gone Again, que foi lançado após Patti Smith enfrentar o luto do ex-parceiro e amigo Robert Mapplethorpe, o marido Fred “Sonic” Smith e o irmão Todd Smith.

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"Smells Like a Teen Spirit" (2007)

O cover de Patti Smith de “Smells Like Teen Spirit”, que foi incluído no disco Twelve, prova mais uma vez a capacidade da cantora de criar versões inéditas e potentes até mesmo de canções eternizadas na história do rock.

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"This Is The Girl" (2012)

Banga, o último disco solo de Patti Smith, traz um tributo emocionante para Amy Winehouse. Em “This Is The Girl”, a artista dedica todas as lágrimas para a cantora de Soul e R&B que morreu aos 27 anos, em 2011.

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