7 coisas que aprendemos com Harry Styles na capa da Rolling Stone EUA

Desde cócegas em Van Morrison até o amor por Paul McCartney

Rob Sheffield / Rolling Stone EUA Publicado em 01/09/2019, às 15h00

None
Harry Styles (Foto: Reprodução / Ryan McGinley para Rolling Stone EUA)

Harry Styles é a capa de setembro da Rolling Stone  EUA. Para essa longa entrevista, o jornalista Rob Sheffield foi para Los Angeles e Londres com o ex-One Direction para uma conversa profunda sobre sexo, drogas e rock and roll.

Durante as conversas, o cantor revelou que como muitas pessoas da sua idade, está em uma fase na qual questiona sobre as questões culturais, de gênero, de identidade e tem novas ideias sobre masculinidade e sexualidade.

O músico comentou: “Eu me sinto muito bem em ter um grupo de amigos com quem eu posso sempre falar sobre meus sentimentos e ser bem aberto.”

+++LEIA MAIS: Do One Direction a cogumelos: o crescimento de Harry Styles como um astro do rock

Quando o assunto foi sexualidade, continua negando-se em rotulá-la, mesmo só namorando mulheres na vida pública. Desde o período da One Direction, deixava claro sobre não querer rotular a sexualidade.

Em uma antiga entrevista para um programa do Reino Unido, o apresentador perguntou o que ele e Liam Payne, seu ex-companheiro de banda, procuram em um encontro. "Mulher", respondeu Liam, enquanto Harry contesta o colega: "Não é tão importante".

Questionado sobre a volta do One Direction, Harry respondeu: “Acho que nunca diria ‘não farei mais isso’ porque não me sinto assim. Se existir um dia em que todos nós queiramos fazer isso de novo, de verdade, só nesse momento poderemos fazer, porque não acho que deveríamos voltar por nenhum motivo além de todos nós estarmos tipo ‘hey, isso foi muito divertido, deveríamos voltar'."

+++LEIA MAIS: Harry Styles não liga de não ser considerado másculo

Confira 7 coisas que aprendemos com a entrevista com Harry Styles

Harry está finalizando o segundo disco solo

Styles deu início à carreira como artista solo em 2017, quando lançou o disco homônimo. Depois de quase um ano de turnê com o primeiro trabalho, o músico passou seis semanas em Malibu para gravar o segundo álbum nos estúdios de Rick Rubin ao lado dos produtores Jeff Bhasker e Tyler Johnson.

Além da dupla, amigos e colaboradores como o guitarrista Mitch Rowland, a baterista Sarah Jones e Kid Harpoon participaram das gravações. Nas palavras de Harry Styles, o novo disco é sobre “sexo e se sentir triste”.

No estúdio, inspirou-se em "Cosmic Dancer" de T. Rex para uma sessão de cordas em uma música ainda sem nome revelado. Também se tornou obcecado pelo trabalho de Paul McCartney como artista solo e integrante do Wings. Ainda, citou uma entrevista rara de David Bowie dos anos 1990 como o maior motivador emocional para o tipo de trabalho que tem sido feito no novo disco.

"Se você se sente seguro na área em que trabalha, não está trabalhando na área certa", disse Bowie na entrevista citada por Harry. “Sempre entre um pouco mais na água do que você sente que é capaz de entrar. Vá um pouco além da profundidade. E quando você não sente que seus pés estão tocando o fundo, você está no lugar certo para fazer algo excitante."


Viagens psicodélicas com cogumelos

Muitos artistas inspiraram Harry Styles, mas o cantor e compositor se encontrou mesmo nas viagens psicodélicas. "Usávamos cogumelos, deitávamos na grama para ouvir Ram do Paul McCartney sob o sol. Ligávamos as caixas de som no jardim", contou.

Inclusive, em certo momento, o músico mordeu um pedaço da língua e brincou com a situação dizendo que o nome do disco seria: Mushrooms & Blood (em tradução livre, "Cogumelos e Sangue").


Styles ficou fissurado por instrumento usado por Joni Mitchell nos anos 1960

Styles citou Joni Mitchell e Van Morrison como inspirações para as composições. Ele ficou tão apaixonado pela cantora a ponto de localizar a mulher que construiu um instrumento usado por Mitchell nos anos 1960. Encontram-a em Culver City. "Nós aparecemos na casa dela e ele disse: 'Como se toca um dulcimer?' Ela nos ensinou. Então, pegou um bongo e todos estávamos brincando com sorrisos snormes."


Styles fez cócegas em Van Morrison

Styles teve a chance de conhecer Van Morrison em fevereiro deste ano. O tempo nos bastidores foi documentado com uma foto capaz de provar que poucas pessoas são imunes ao ex-One Direction, que provoca um sorriso raro do cantor e compositor irlandês, muitas vezes sombrio.

"Eu estava fazendo cócegas nas costas dele. Alguém me mandou aquela foto - acho que o gerente da turnê dele. Quando eu vi, eu me senti como John Travolta em Pulp Fiction abrindo aquela mala que emana uma luz dourada brilhando. Eu fiquei tipo: "Porra, talvez eu não deva mostrar isso para ninguém."


Se você recomendar um livro para Harry Styles, com certeza ele lerá

Styles admitiu que ler não era uma coisa capaz de atraí-lo até a ex-namorada indicar alguns livros. "Eu senti que tinha que lê-los, porque ela pensaria que eu era um bobo se não os lesse". O músico agora recomenda romances e inclusive, revelou adorar os livros de Haruki Murakami.


Aniversário de 25 anos no Japão

Styles passou alguns meses vivendo anonimamente no Japão. Durante esse período, aprendeu a ouvir mais jazz e se divertiu com a solidão. No aniversário de 25 anos, em fevereiro deste ano, passou horas bebendo chá e lendo um livro de Murakami em um café em Tokyo. Também recomendou músicas do Wings, do Paul McCartney, para o bartender em um bar de Tokyo que ia regularmente, porque "Arrow Through Me", música presente em sua vida durante todos os dias no Japão.


O mais recente término teve um grande efeito no novo disco

Segundo informações, Styles namorou por um ano e terminou no último verão, em 2018. O músico nunca referiu-se a ela como namorada, mas admitiu estar em um relacionamento e ter ficado bem chateado com o término.

O cantor escolhe com discrição quando o assunto são seus relacionamentos românticos e coloca esses temas em sua música. "Não é como se eu já tivesse sentado, feito uma entrevista e dito 'eu estava em um relacionamento e foi isso que aconteceu'. Porque, para mim, a música é onde eu deixo isso passar. Estranhamente, é o único lugar em que parece certo deixar isso passar."

+++ A playlist da Drik Barbosa - De Emicida a Erykah Badu