7 músicas essenciais do Fountains of Wayne para entender Adam Schlesinger, baixista morto por coronavírus

A banda teve o maior hit em "Stacy's Mom", mas lançou diversas músicas incríveis - e subestimadas

Redação Publicado em 06/04/2020, às 19h34

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Adam Schlesinger (Foto: AP Photo/Robert E. Klein)

Fountains of Wayne foi uma das maiores bandas-de-rock-alternativo-de-um-hit-só dos anos 2000. Entre 1995 e 2013 (ano oficial da separação, embora haja hiatos longos nesse período), a banda lançou cinco discos.

O maior sucesso veio, porém, em 2003, quando a divertida “Stacy’s Mom” estourou. Chegou ao número 21 da Billboard Hot 100 nos EUA, e ganhou Disco de Ouro. Concorreu, no Grammy daquele ano, à Melhor Performance Vocal no Pop (perdeu para "Hey Baby", No Doubt).

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Formada por Chris Collingwood, Adam Schlesinger, Jody Porter e Brian Young, a extinta Fountains of Wayne sofreu uma perda enorme nesta semana: Schlesinger, baixista, morreu vítima de coronavírus. Embora o músico tenha uma ampla carreira musical solo, separamos as melhores músicas do Fountains of Wayne para relembrá-lo:

“Joe Rey” - Fountains of Wayne (1996)

A música de abertura do primeiro disco da banda merece destaque pela diversidade. Começa quase como um punk dos anos 1970 - mas faz menos barulho, destaca a musicalidade. Reflete o estilo musical da época do lançamento - e não tem nada a ver com o resto das músicas da banda, que tendem a ser mais calmas.


“Leave the Biker” - Fountains of Wayne (1996)

Se “Joe Rey” é uma ode ao passado, “Leave the Biker” é vanguardista - e subestimada. A música apresenta tendências populares durante a década seguinte - e poderia facilmente encaixar-se em discos de sucessos populares como Simple Plan, Blink-182, Bowling For Soup entre outros.


“Sink to the Bottom” - Fountains of Wayne (1996)

A faixa foi o principal single do primeiro disco, e provavelmente é que mais tem “a cara” do grupo desta lista. É calma, gostosa de ouvir, divertida e memorável. Fez parte de diversas trilhas sonoras - inclusive em How I Met Your Mother, quando Marshall e Lily fogem para Atlantic City para se casarem.


“Hey Julie” - All That We Needed (2005)

Outra “marcadora” de tendências, a música quase não tem instrumentos - um violão domina, há uma gaita em certo ponto, o vocal é alto e forte. Combina bastante com o sucesso alternativo “Hey There Delilah” - e diversas outras músicas do “mainstream não mainstream” do final da década de 2000.


“Stacy’s Mom” - Welcome Interstate Managers (2003)

A “faixa tudo ou nada” poderia ter mudado a carreira da banda. Porém, os integrantes ainda tinham dificuldade de se manter na trilha depois da banda ser “despedida” da Atlantic Records; além disso, não conseguiram lidar com o sucesso - em 2006, Collingwood ficou quatro dias sem dormir, em meio a alucinações - e tiveram que cancelar um show para 25 mil pessoas em Tóquio. Mesmo assim, a música é a mais icônica da carreira.


“Someone To Love”- Traffic and Weather (2007)

 
 

Esta é, provavelmente, uma das músicas mais subestimadas da banda. Tinha tudo para ser um hit da época - e, facilmente, uma das melhores músicas do ano. É potencialmente ignorada (embora a Rolling Stone tenha considerado "I-95", do mesmo disco, a 54ª melhor faixa de 2007).


“The Summer Place” - Sky Full of Holes (2011)

A música é single do último disco da banda, e faz um “resumão” do som do Fountains of Wayne. Uma baladinha dançante e bem ritmada - divertida e deprimente ao mesmo tempo.