8 diretoras que fizeram história no cinema brasileiro: de Petra Costa com Democracia em Vertigem a Renata Pinheiro com De Pernas pro Ar

As mulheres que dirigiram produções impecáveis e ganharam prêmios ao redor do mundo: Anna Muylaert, Suzana Amaral, Petra Costa e mais

Isabela Guiduci Publicado em 08/03/2020, às 15h00

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Anna Muylaert, Suzana Amaral e Petra Costa (Foto 1: Reprodução/Facebook | Foto 2: Reprodução/Youtube | Foto 3: Reprodução/Instagram)

No Brasil, as mulheres fazem história no cinema com produções impecáveis como Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert, e muitos outros que ganharam uma extensa lista de prêmios no país e ao redor do mundo em Festivais e grandes Premiações, e até indicações ao Oscar, como o documentário Democracia Em Vertigem (2019), de Petra Costa

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Para aqueles que não se atentam em fichas técnicas, nos responsáveis pela direção dos projetos e desconhecem diretoras fantásticas, separamos aqui as 7 mulheres brasileiras que fazem história no cinema com produções de tirar o fôlego: 

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Anna Muylaert

Além de diretora, Anna também é roteirista e produtora. A cineasta esteve à frente de Que Horas Ela Volta? (2015), que traz Regina Casé como protagonista. O filme soma 7 prêmios no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, notas altíssimas em sites especializados, ganhou a categoria de melhor atuação no cultuado Festival de Sundance e em 2015 foi eleito um dos cinco melhores filmes estrangeiros do ano pela organização norte-americana, National Board of Review.

Anna também dirigiu muitos curtas-metragem ao longo da carreira e dois episódios da série Preamar da HBO. Em 2016, a produção dirigida por ela, Mãe Só Há Uma, venceu o prêmio de melhor filme votado pelos leitores da revista alemã Männer.

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Suzana Amaral

Suzana Amaral é uma das principais diretoras do país, filmou mais de cinquenta documentários de curta-metragens para o extinto programa Câmera Aberta da TV Cultura

Com o curta Minha Vida, Nossa Luta ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília em 1979. Em 1986, assinou a direção de A Hora da estrela, filme baseado no livro de Clarice LispectorMarcélia Cartaxo, que protagoniza o longa, ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Berlim.

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Lucia Murat

Lucia Murat também é diretora, roteirista e produtora. Em 1971, foi presa e torturada por três anos pelo envolvimento com o movimento estudantil. A partir disso, produziu e dirigiu um semi-documentário, Que Bom Te Ver Viva (1989), com relatos de mulheres torturadas na ditadura militar somadas à cenas gravadas com Irene Ravache.

Praça Paris (2017), A Nação Que Não Esperou por Deus (2015), Quase Dois Irmãos (2004) e Brava Gente Brasileira (2000) também são grandes produções que contam com a direção de Lucia

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Tata Amaral 

A maior parte de produções de Tata Amaral são sobre mulheres. Com Um Céu de Estrelas (1997) recebeu os prêmios de Melhor Filme de Estreia no Festival de Havana e de Melhor Direção no Festival de Brasília.

Outra produção importante na carreira dela é o Hoje (2006), com Denise Fraga, que rendeu seis troféus no 44º Festival de Brasília: Melhor Filme, Melhor Atriz (Denise Fraga), Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção de Arte e Prêmio da Crítica. Tata soma mais de 20 filmes e mais de 20 prêmios na carreira.

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Helena Solberg

Helena construiu a maior parte da carreira como diretora, produtora e roteirista nos Estados Unidos com projetos focados em mulheres. São muitos os filmes dela - em geral, combinados de ficção e documentário. Dentre eles, pode-se destacar A Alma da Gente (2013), Palavra (En)cantada (2008), Vida de Menina (2003) e Carmen Miranda - Bananas is My Business (1995).

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Renata Pinheiro

Renata tem uma imensa contribuição com os trabalhos como diretora, roteirista, produtora e diretora de arte. Ela foi responsável pela direção de arte de grandiosos títulos do cinema brasileiro como Amarelo Manga (2002), De Pernas pro Ar (2010) e Tatuagem (2013).


Maria Ramos 

Maria Augusta Ramos é cineasta e diretora. Ela dirigiu documentários importantíssimos sobre a política brasileira como Justiça (2004) que foi um ganhador de 9 prêmios internacionais, Juízo (2008) cujo pauta o sistema judiciário brasileiro e O Processo (2018), que fala sobre o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff.

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Petra Costa

Petra Costa trabalha como atriz desde os quinze anos, mas também é diretora, roteirista e produtora. O maior destaque certamente é o documentário Democracia em Vertigem (2019) que foi indicado ao Oscar 2020 de Melhor Documentário. 

Outras produções dela que merecem destaque são Elena (2012) cujo ganhou 4 prêmios no Festival de Brasília e o Olmo e a Gaivota (2014), que conquistou o  prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio. 

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