Acredite: Trump sabia que novo coronavírus era mortal, mas quis ‘acalmar as coisas’

Presidente dos EUA deu entrevista a um dos maiores jornalistas investigativos do país

Redação Publicado em 10/09/2020, às 08h13

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Donald Trump, presidente dos EUA (Foto: Mark Seliger)

Durante diversos momentos da pandemia do novo coronavírus, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sempre deu declarações que minimizavam os riscos da doença. Em uma série de 18 entrevistas que ele deu a Bob Woodward, jornalista investigativo, o político afirmou saber sobre a Covid-19 ser mortal, mas quis "acalmar as coisas" (via The Guardian).

Essa série de entrevistas aconteceram entre dezembro de 2019 e julho de 2020. Elas serão patrte fundamental de Rage, novo livro de Woodward. A obra foi obtida na última quarta, 9, pelo Washington Post e CNN.

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No dia 7 de janeiro deste ano, Trump fez uma ligação com o jornalista. "[A doença] passa pelo ar. Isso é sempre mais difícil do que o toque. Você não precisa tocar nas coisas. Certo? Mas o ar, você apenas respira o ar e é assim que ele passa", disse. "E isso é muito complicado. Isso é muito delicado. Também é mais mortal do que sua gripe extenuante". Ele continuou: "Isso é coisa mortal".

No dia 27 do mesmo mês, o presidente dos EUA veio a público e minimizou o coronavírus, com uma postura diferente de quando falou com Bob Woodward. "Isso vai desaparecer. Um dia - é como um milagre - vai desaparecer". Em um tuíte do dia 9 de março, ele seguiu com o mesmo pensamento, e afirmou que "nada vai fechar, a vida e a economia continuam" e pediu para pensar "sobre isso".

Já no dia 19 de março, Donald Trump declarou emergência nacional e falou com Woodward: "Eu queria sempre acalmar as coisas. Eu ainda gosto de minimizar, porque não quero criar pânico". Já na última quarta, 9, o político dispensou o livro e o definiu como "apenas mais um trabalho de sucesso político" e procurou defender a forma de lidar com a pandemia.

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Além de coronavírus, Rage também mostrará Trump descrevendo o ex-presidente George W. Bush como "um imbecil idiota" e zombando do movimento Black Lives Matter, que visa lutar por igualdade social e o fim da brutalidade policial. O livro também reporta sobre os EUA quase ter entrado em guerra nuclear conta a Coreia do Norte em 2017. 

Os Estados Unidos tem o maior número de casos, com 6,35 milhões de infectados, e 190.815 mortes, o maior número de um país no mundo, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Já no Brasil, foram infectadas mais de 4,1 milhões de pessoas e aproximadamente 128 mil morreram. No mundo inteiro, cerca de 27,8 milhões seres humanos foram diagnosticados com Covid-19 e ocorreram mais de 904,1 mil óbitos.


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