Acusada de racismo, Polícia do Rio muda depoimento e afirma que documento de Lorenna Vieira é falso

A mulher, esposa de Rennan da Penha, foi detida na quarta, 30, e acusada de fraude - mas liberada na sequência

Redação Publicado em 01/02/2020, às 13h00

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Lorenna Vieira (Foto: Reprodução / Insta)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro contradisse a declaração sobre a veracidade do documento de Lorenna Vieira - esposa de Rennan da Penha detida na quarta, 30, e acusada de fraude - e disse que a carteira de identidade, antes tida como verdadeira, na verdade, é falsa. As informações são da Folha de S. Paulo.

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Lorenna foi detida em uma agência do Itaú após tentar desbloquear um cartão e sacar R$ 1,5 mil. A polícia foi chamada, e ela foi encaminhada para a delegacia - acusada de fraude. Apresentou o documento, cuja foto de identificação está com o cabelo liso, mas não foi aceito, pois as mechas estavam cacheadas na hora. 

A Polícia, então, analisou o documento e disse que, de fato, era de Lorenna. Ela foi liberada, e declarou-se sobre o caso na internet - o que levou #ItauRacista aos Trending Topics do Twitter. Na sexta, 31, mudou a versão.

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De acordo com a assessoria da instituição, os oficiais da delegacia abriram um inquérito depois do ocorrido. Embora nas consultas preliminares os dados eram verossímeis, em nova investigação há suspeita de fraude.

Laudos do ICCE (instituto de criminalística) e do IIFP (especializado em identificação de digitais) apontam que o documento é falso, e o Detran (que no Rio também pode emitir RG) disse que a carteira “não foi emitida oficialmente pelo órgão e a fotografia do documento questionado não correndo à existente no banco de dados.”

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A posição do Itaú, acusado de racismo, é que é padrão avaliar documentos em todos os casos “suspeitos.”

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