Al Pacino diz que se tornou alcoólatra por não ter a família como apoio quando ficou famoso

Ator revelou que começou a beber álcool aos 13 anos com a ajuda de um policial que comprava bebida para ele e os amigos

Bang Showbiz Publicado em 01/07/2013, às 11h42 - Atualizado às 15h19

Al Pacino
AP

O ator Al Pacino disse que se tornou alcoólatra após a fama por conta da morte da mãe e do avô quando ele tinha 22 anos. Ele afirmou que, na falta de alguém para lhe apoiar, encontrou alívio na bebida.

Entrevista: Al Pacino fala sobre Phil Spector, Mozart, Scarface e a alegria de usar uma peruca.

“Eu espero que os jovens tenham algum suporte na vida, que lhes permita lidarem melhor com a fama. Mas eu não tive isso. Eu comecei a beber mais e mais”, disse Al Pacino. “No começo era algo comum nos lugares que eu frequentava, era parte da cultura. Há um padrão em beber. Isso pode levar a outras coisas, numa espiral para o fundo do poço. Eu frequentei o Alcoólicos Anônimos por um tempo”, disse o ator em uma entrevista ao jornal inglês The Sun.

Atualmente aos 73 anos, Pacino disse ter sido precoce, inclusive nos vícios. “Fumava aos nove e, aos 12, já estava no cachimbo. Bom, eu era dramático. Um policial costumava comprar bebida para nós quando eu tinha uns 13 ou 14 anos. Ele era um cara legal. ‘Experimente um pouco disso’, dizia ele, enquanto ficava de olho em nós”, revelou. “Eu acredito que isso não era politicamente correto, mas ele não está mais trabalhando e se aposentou.”

Pacino lamentou que a mãe não tenha visto seu sucesso, especialmente porque, quando ele ainda era uma criança, ela costumava dizer que atuar era algo apenas para pessoas de classes sociais mais altas.

“Quando eu tinha 11 e 12 anos, as crianças da vizinhança começaram a me chamar de ‘o ator’. Eu fingia dar autógrafos com o nome de Sony Scott... Se minha mãe pudesse voltar agora, teria que pedir que ela sentasse e colocaria uma toalha molhada na testa dela”, disse o ator. “Ela iria ficar chocada demais com o que aconteceu comigo.”

Há poucos dias, Al Pacino também revelou que recusou dois personagens que posteriormente se tornaram icônicos para outros atores: o papel de protagonista em Duro de Matar, que ficou com Bruce Willis; e de Han Solo na franquia Star Wars, um marco na carreira de Harrison Ford.

“Eu dei àquele garoto [Bruce Willis] uma carreira. Você sabe para quem mais eu dei uma carreira? Harrison Ford em Star Wars. Aquele papel era para ser meu, mas eu não conseguia entender o script”, contou ele.

O ator também recusou o papel na comédia romântica Uma Linda Mulher, filme responsável por tornar o nome do ator Richard Gere conhecido. O próprio Al Pacino admite que errou ao recusar filmes que, depois, tornaram-se clássicos do cinema. “Eu não sou uma boa pessoa para avaliar o que é bom”, disse ele, que reúne oito indicações ao Oscar e uma vitória, pelo papel em Perfume de Mulher.