“Aliens ficariam ofendidos com Blink-182”, diz Tom DeLonge

Ex-blink, música e investigador de OVNIs acham que os alienígenas não entenderiam as piadas

Redação Publicado em 12/08/2019, às 18h15

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Tom DeLonge (Foto: Katy Winn/AP)

Tom DeLonge está bem orgulhoso de seu trabalho em To the Stars, seu centro de estudos espaciais, e o trabalho secreto correndo atualmente nas estranhas do governo norte-americano que nasceu de suas investigações. Em entrevista ao NME publicada nesta segunda, 10, o ex-Blink-182detalhou um pouco do estudo que mudou a sua vida. 

“Estou realmente fazendo isso,” declarou DeLonge. “Todo mundo está olhando para o Tom e pensando ‘Ok, claramente, ele ficou longo - ele está falando sobre monstros, o que é isso?’ E aí o New York Times saiu e eu parei por um segundo e fiquei ‘Ok, as pessoas começaram a entender: ‘essa é a melhor história que já ouvi.” 

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O trabalho de DeLonge, transformado em uma série documental para o History Channel, investiga aparições de OVNIs nos Estados Unidos - e, consequentemente, aliens. Embora o assunto seja série e o histórico como músico de DeLonge tenha um viés piadista, ele garantiu que não há influência direta: “Sempre digo para o meu time: ‘vocês estão lidando com um punker’ [...] Mas todas as nossas conversão são bem desenvolvidas e conscientes.”

O assunto tem muito a ver com “Aliens Exist, música do Blink-182 presente em Enema of the State(1999). Embora Tom tenha deixado a banda em 2015, Mark Hoppus e Travis Barker ainda lembrar dele quando tocam a faixa, e neste ano dedicaram-na, em um show, ao ex-companheiro de banda - o que deixou DeLonge bem feliz. 

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“Foi incrível eles fazerem isso. Ainda conversamos e somos bons amigos. Somos como irmãos, e foi legal da parte deles. E engraçado porque durante vários anos, enquanto estávamos em turnê, eu enchia o saco deles falando ‘sabia disso? sabia daquilo?’ e eles ficavam irritados… Mas conversei com o Travis há pouco tempo e ele disse ‘cara, não acredito o quão longe você chegou!,’ e eu disse ‘nem eu, sinceramente.’ A música que escrevi criou vida própria e é bem legal ouvi-la agora, 20 anos depois, e pensar no que criei.”

Mas se conhecesse um alien e tivesse a chance de mostrar algum de seu trabalho anterior, DeLongetocaria as músicas do Blink-182? “Meu deus, não!” brincou. “Eu tocaria Angels & Airwaves [seu projeto musical atual] porque eles reconheceriam o som espacial-progressivo. Se fosse Blink, não entenderiam as piadas. Provavelmente ficariam realmente ofendidos e começariam uma guerra interplanetária.”

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