Angelina Jolie poderá ser assassina em drama sobre família Gucci

Ridley Scott abordou a atriz para protagonizar filme que põe em foco crime cometido pela ex-mulher contra herdeiro do império da moda

Da redação Publicado em 21/10/2009, às 12h55

A convite de Ridley Scott, Angelina Jolie poderá reprisar no cinema um papel comum em seu histórico: o de femme fatale. A oportunidade seria em Gucci, drama sobre assassinato e decadência dentro do império montado pela Gucci, uma das maiores grifes de moda do mundo.

Caso as negociações avancem, Jolie encarnará Patrizia Gucci, condenada a 29 anos de cadeia, em 1998, por planejar a morte de seu ex-marido, Maurizio Gucci, neto do fundador da marca e alvejado por um pistoleiro três anos antes do veredicto. A história do clã já foi contada no livro Casa Gucci: Uma História de Glamour, Cobiça e Morte, lançado ano passado no Brasil.

Scott, conhecido por filmes como Gladiador e Blade Runner - O Caçador de Androides, teria abordado Leonardo DiCaprio para interpretar Maurizio, mas não há qualquer indício sólido de que o ator esteja associado ao projeto, segundo a edição online da revista Variety.

O plano é começar a filmar em 2010, pela Fox 2000, que já alinhou Jolie para outra produção: um filme, que deverá render franquia, com base na Dra. Kay Scarpetta, protagonista da literatura policial de Patricia Cornwell.

O estúdio, agora, concentra-se em achar um roteirista para reescrever o drama sobre ascensão e queda do clã Gucci - que, nos anos 70 e 80, tempos de bonança, chegou a faturar US$ 500 milhões a cada 12 meses. Quando foi morto, Maurizio, à frente dos negócios familiares, estava prestes a lançar coleção com o então novato na grife, Tom Ford. Ocorrido dez anos após o divórcio, o crime envolveu Patrizia, dona de frases como "é preferível chorar num Rolls-Royce a ser feliz numa bicicleta", sua astróloga e um assassino contratado.

A informação chega dias depois de Jolie ter nome associado a The Tourist, papel originalmente pensado para a sul-africana Charlize Theron.