Anitta e Ricardo Salles discutem na véspera da Cúpula do Clima: 'Fica na sua aí, ô Teletubbie'

Anitta foi uma das muitas celebridades que pediu a saída de Ricardo Salles da pasta do Meio Ambiente. O ministro não gostou e respondeu a cantora

Redação Publicado em 22/04/2021, às 09h55

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Anitta (Foto: Pedro Fiúza Nur / PhotoSipa USA / AP)/ Ricardo Salles (Foto: reprodução/Twitter)

Nesta quarta, 21, um dia antes do presidente Jair Bolsonaro se apresentar na Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo presidente dos EUA, Joe Biden, a hashtag #ForaSalles, pedindo a saída de Ricardo Salles do ministério do Meio Ambiente, ganhou o Twitter. A campanha foi reforçada por vários artistas e celebridades, e Anitta acabou discutindo com o ministro. 

Pelo Twitter, Anitta se manifestou contra Ricardo Salles escrevendo: "#ForaSalles, desserviço para o meio ambiente." O ministro não gostou e respondeu a cantora dizendo: "Fica na sua aí, ô Teletubbie", usando a hashtag #FicaSalles, contrária ao movimento pedindo a sua saída. 

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Anitta não levou o desaforo para casa e rebateu afirmando que "até ela faz mais pelo país do que ele". A cantora ainda classificou o governo como "teen" ['adolescente' em inglês] e disse que "ao invés de trabalharem ficam de gracinha no Twitter."  

Na sequência, Ricardo Sallestuitou à funkeira: "Se vc conseguir demonstrar, sem ajuda de outra pessoa, que sabe quais são as capitais do Brasil ou pelo menos os nomes dos seis biomas brasileiros a gente começa conversar."

Anitta retrucou chamando a resposta do ministro de imatura. "Quantos anos você tem? 12? Então, é melhor sair do ministério", escreveu.  

Não contente, Anitta continou dizendo que "é uma loucura a quantidade de perguntas que tem que responder sobre o desgoverno b*sta que estão fazendo" e que "estava trabalhando e escolheu lançar algo [se referindo ao single 'Girl From Rio' (Garota do Rio)] para fazer o Brasil lembrar que tem várias coisas para se orgulhar, porque com vocês no governo está puxado."

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Ao finalizar, a cantora afirmou que só começaria a conversar sério com o ministro a partir do momento em que ele explicasse "qual é o perigo de acabar com a fiscalização do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] ou de ir contra a Polícia Federal para defender madeireiros na maior apreensão de madeira na Amazônia."


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No começo de cada ano, um objetivo: ler mais livros. Responsabilidades e prioridades interferem no dia a dia e as histórias ficam para trás. No entanto, é possível consumir bons contos sem recorrer a Ulysses (1922), de James Joyce ou Guerra e Paz (1867), de Tolstói. Bons livros podem vir em pequenas doses, e serem aproveitados naquele fim de semana separado especialmente para isso.

Selecionamos uma lista de seis livros curtos, mas ótimos, do clássico ao contemporâneo para ler em um dia:

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O Velho e o Mar - Ernest Hemingway (1952)

Depois de 84 dias sem pescar nada, o velho Santiago consegue fisgar um marlim gigante, o maior peixe que já viu. Passa três dias lutando contra o animal ao tentar trazê-lo para a praia, quer provar como ainda é um bom pescador, apesar da velha idade. 

Durante o embate entre ele e o peixe, um monólogo interior de Santiago começa. Junto dele, vêm as dores, machucados, dúvidas e dificuldades para domar o peixe. Quando finalmente consegue, outro obstáculo aparece no caminho.

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O Velho e o Mar é um retrato do tempo do autor em Cuba e se tornou um clássico da literatura contemporânea. Após a publicação, Hemingway recebeu o prêmio Nobel de Literatura.


As Cidades Invisíveis - Ítalo Calvino (1972)

Inspirado por Shakespeare e Hemingway, Calvino traz uma mistura entre realidade e ficção. Esse livro de menos de 200 páginas é uma conversa entre duas figuras históricas: Marco Polo, viajante veneziano, e Kublai Khan, governante do Império Mongol do Século XI.

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Nessa rede de textos curtos, Marco Polo descreve diversas cidades do império do conquistador pelas quais teria passado. Calvino explora o conceito de cidade e aspectos como memória, símbolos, nomes e desejos. 

Não é uma narrativa histórica, é bastante ficcional, com anacronismos e reflexões filosóficas. É uma boa pedida para fãs da escrita de Calvino, a leitura parece a descrição de um sonho.

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A Filha Perdida - Elena Ferrante (2006)

Autora da Tetralogia Napolitana, Elena Ferrante conquistou leitores ao redor do mundo com o retrato cru e comovente da Itália. Nesta história, Leda começa aliviada por poder passar as férias sozinha, longe das filhas e das responsabilidades da maternidade. 

Viaja ao litoral italiano e conhece Nina, mãe de Elena, quem, por sua vez, é mãe de uma boneca. Torna-se obcecada por elas. Angústias e segredos do passado começam a despertar.

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A Filha Perdida fala de maternidade, amizade, disputa feminina e conflitos entre gerações, temas comuns na obra da autora. Para quem tem curiosidade de conhecer a escrita envolvente e cativante de Ferrante, mas não quer encarar a série de quatro livros, é a escolha perfeita.


A Morte de Ivan Ilitch - Liev Tolstoi (1886)

O livro começa no funeral de Ivan Ilitch. Não é spoiler, o título revela. Depois, ao longo da novela, voltamos para acompanhar sua vida e carreira de maneira cronológica. Juiz de vida abastada, descobre uma doença terminal na Rússia do Século XIX. A partir de então, passa a refletir sobre a existência. 

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Em menos de 100 páginas, o escritor criou uma história de partir o coração. É uma das obras mais famosas de Tolstói e uma boa alternativa para quem quer começar os autores russos por livros mais curtos e acessíveis.


O bem-amado - Dias Gomes (1962)

Para quem gosta de teatro, essa peça é para dar altas risadas. O Coronel Odorico Paraguaçu é prefeito de uma cidade pequenininha chamada Sucupira e a personificação caricata da política brasileira. 

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O objetivo de Odorico para ajudar na campanha política é inaugurar um cemitério. No entanto, um problema: precisa providenciar um morto em um vilarejo onde ninguém morre. Ora cômico, ora patético, O bem-amado é, acima de tudo, atual.


A Vegetariana - Han Kang (2007)

Dona de casa e mulher completamente banal, Yeonghye decide parar de comer carne abruptamente depois de um sonho. Então, começa a se distanciar da família — cujos poros, segundo ela, cheiravam a carne —, da sociedade e da própria humanidade. Tudo isso acontece em Seul, coração da cultura coreana e sua culinária muito baseada em produtos animais.

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A narrativa de Han Kang é dividida em três partes, cada uma com um narrador diferente, mas nunca a protagonista, mostra apenas como os outros a enxergam. É um livro inusitado, chocante e provocará pensamentos até muito tempo depois do término.