Apple Music aposta "em rede social das celebridades"; fique por dentro do novo serviço de streaming

Produto foi lançado na última segunda-feira, 8, durante a conferência anual da Apple, nos Estados Unidos

Lucas Borges, de São Francisco (EUA) Publicado em 09/06/2015, às 16h18 - Atualizado em 24/06/2015, às 17h47

Interface do serviço de streaming Apple Music.

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Entre todas as funcionalidades apresentadas pelo Apple Music, serviço de streaming musical da gigante da tecnologia Apple, lançado nesta segunda-feira, 8, em São Francisco, Estados Unidos, a mais interessante delas provavelmente seja o Connect.

Serviço de streaming Apple Music é lançado com a presença do rapper Drake.

Trata-se de uma rede social própria do incipiente concorrente de Spotify, Deezer e afins, que pretende unir artistas e fãs. Se os astros estarão dispostos a entrar no jogo, não está muito claro - como muitos detalhes a respeito do Apple Music também não estão.

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Tanto os músicos podem procurar a empresa para abrir uma conta com o Connect, como a empresa pode ir atrás deles. Os nomes de quem deverá participar são mantidos em sigilo e só a partir de 30 de junho, quando o streaming entrará no ar - no Brasil, inclusive -, o mistério se revelará. Pelo site oficial da Apple, é possível prever que Pharrell Williams, FKA Twigs e Alabama Shakes, garotos propaganda da marca, serão os primeiros a aderir ao serviço.

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No Connect, novidades sobre os bastidores da criação artística, vídeos e fotos devem ser disponibilizados em primeira mão para o público. Em telefones celulares, a ferramenta ficará disponível na parte inferior da tela, junto com os outros quatro itens do Apple Music, estes, mais parecidos com os demais aplicativos de música do mercado.

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O "Para Você" abrigará as escolhas de especialistas e de sites e revistas e oferecerá novas opções de bandas e cantores conforme o gosto indicado pelo usuário. Na aba "Novo", os últimos lançamentos e as faixas mais ouvidas do momento.

A rádio "Beats 1" transmitirá programação ao vivo, com uma equipe de DJ’s comandada por Zane Lowe, Ebro Darden e Julie Adenuga, de três localidades diferentes, Londres, Nova York e Los Angeles. Além de estações para inúmeros ritmos, o samba, o pagode, o sertanejo e o pop brasileiro serão contemplados.

O item "Música" reunirá todas as faixas selecionadas pelo assinante, entre elas, as baixadas ou compradas no iTunes. Serão mais de 30 milhões de canções. A Apple não confirma se álbuns exclusivos do iTunes, como a discografia completa dos Beatles, por exemplo, poderão ser ouvidos gratuitamente por quem assinar o Apple Music.

O Siri, dispositivo da Apple acionado por voz, também estará no streaming da "maçã", permitindo que canções de uma determinada época, da trilha sonora de um filme ou de uma banda específicas sejam ordenadas oralmente.

O Apple Music estará disponível no Brasil e em mais de 100 países - também para as plataformas Windows e Android - e custará US$ 9,99 por mês, com um período de teste de 90 dias para cada usuário. Ainda haverá um plano de US$ 14,99 para até seis membros de uma mesma família. Não está definido se esse mesmo preços valerão para o Brasil. Uma parte limitada do serviço poderá ser acessada gratuitamente por um ID Apple. Veja abaixo: