Aprovação a Bolsonaro sobe e é a melhor desde o início do mandato, de acordo com Datafolha

Bolsonaro deixou de ser o presidente brasileiro com maior nível de rejeição desde a redemocratização

Redação Publicado em 14/08/2020, às 09h19

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Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete / Getty Images)

O número de brasileiros que consideram o governo de Jair Bolsonaro ótimo ou bom subiu e o presidente da República apresentou o melhor índice de aprovação desde que assumiu o cargo em 2019, segundo dados do Datafolha reproduzidos pela Folha de S. Paulo

A pesquisa foi realizada por telefone com 2.065 pessoas entre os dias 11 e 12 de agosto. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, o veículo deixa claro que é preciso considerar as limitações das entrevistas não presenciais. 

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O resultado do estudo mostra que Bolsonaro não é mais o presidente brasileiro com o pior nível de aprovação desde a redemocratização, pois Fernando Collor tinha apenas 18% de avaliação de ótimo ou bom quando completou um ano e seis meses de governo.

De acordo com o Datafolha, 37% dos cidadãos avaliaram o atual governo como ótimo ou bom, um aumento de cinco pontos percentuais em relação aos dias 23 e 24 de junho. Dos que aprovam o desempenho do presidente, 42% são homens, 45% possuem de 35 a 44 anos e 42% moram na região Sul, Centro-Oeste e Norte. 

A região Nordeste teve o menor nível de aprovação, 33%, mas apresentou uma queda considerável na porcentagem de pessoas que consideram o mandato de Bolsonaro ruim e péssimo, de 52% para 35%. Já no sudeste, a taxa de rejeição caiu de 47% para 39%. 

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Segundo a Folha de S. Paulo, o aumento da aprovação de Bolsonaro pode estar ligado à mudança de comportamento do presidente, que deixou de dar destaque aos apoiadores radicais e amenizou a agressividade do discurso contra a oposição após a prisão de Fabrício Queiroz, no dia 18 de junho. 

Além disso, a distribuição do auxílio emergencial pode ser considerado um fator indireto para a melhora da reputação do governo. 

Contudo, o Bolsonaro ainda é considerado uma fonte não confiável por 41% da população, a qual nunca acredita nele. A taxa, porém, também apresentou uma diminuição em comparação com o mês de junho, no qual 46% das pessoas entrevistadas disseram que não nunca confiam no presidente. 


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