Arcade Fire in Rio?

Músico da banda canadense não descarta a possibilidade de show no festival, mas afirma que ainda há dúvidas sobre vir ou não para a América do Sul

Por Paulo Cavalcanti Publicado em 24/03/2011, às 15h05

O Arcade Fire com o prêmio de melhor álbum do ano, em 2010, no Grammy: Tim Kingsbury, baixista da banda (segundo da direita para a esquerda), diz que integrantes estão indecisos sobre shows na América do Sul
AP

A cada momento que é anunciada uma nova atração do Rock in Rio, fica a pergunta: será que o Arcade Fire vem para o festival? Em entrevista por telefone, Tim Kingsbury, o baixista do grupo canadense, deixa claro que existe alguma coisa no ar, mas afirma que os integrantes ainda estão pensativos. "Sim, eu fiquei sabendo que há uma sondagem. Mas a banda está dividida quanto a participar de um evento deste porte", conta o músico, que tocou no Brasil com seus companheiros em 2005, no line-up do Tim Festival.

"Naturalmente, nós desejamos muito voltar para a América do Sul, ainda mais porque também teríamos a chance de finalmente tocar na Argentina e no Chile. O problema é que estamos concluindo uma imensa turnê. Estamos ansiosos para passar um tempo em casa novamente. E temos que começar a gravar o novo disco", revela Kingsbury.

Na época em que o Arcade Fire passou por aqui, muito antes do aclamado The Suburbs (eleito pela Rolling Stone Brasil o melhor disco internacional de 2010), os canadenses eram considerados uma banda cult e promissora, apenas com o álbum de estreia, Funeral, na bagagem. Kingsbury lembra dessa primeira passagem pelo país. "Nós abrimos para o Kings of Leon e para o Strokes. Ficamos amigos do Fabrizio Moretti [baterista do Strokes]. Ele foi bem hospitaleiro, nos mostrou algumas coisas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Mas o que eu me lembro bem do país é da caipirinha", brinca o músico.

The Suburbs vendeu bem, ganhou diversos prêmios importantes e firmou o Arcade Fire no mainstream - mas, apesar de obviamente gostarem desse sucesso, nada mudou na postura da banda, o baixista garante. "É bom ser popular, é o que todo músico no fundo quer, mas nós não somos celebridades. Ainda moramos em Montreal, as pessoas nos conhecem aqui na cidade e sabem como somos. Se nós mudássemos para Los Angeles ou Nova York, com certeza o assédio seria maior. E não é isso que queremos para nossas vidas."

Sobre o novo disco, Kingsbury adianta: "Eu acho que quem esperar uma sequência de The Suburbs vai se decepcionar um pouco. Voltaremos ao som de Funeral e Neon Bible. Estamos ouvindo muito country e folk. E também Motown, que parece não ser uma influência muita óbvia em nossa música", conclui.