Artistas lamentam a morte de Leonard Cohen

O poeta, cantor e compositor morreu na noite da última segunda, 7, aos 82 anos

Redação Publicado em 11/11/2016, às 09h34 - Atualizado às 19h16

Leonard Cohen
AP

Atualizado às 19h13 do dia 11 de novembro de 2016

Embora tenha sido divulgado que Cohen morreu na quinta-feira, 10, a Sony Music Canada confirmou que a morte aconteceu na segunda, 7.

O poeta, cantor e compositor Leonard Cohen morreu na última quinta, 10, aos 82 anos. A morte foi confirmada pela Sony Music Canada, selo do músico, por meio da página dele no Facebook.

Muitos nomes do meio artístico se manifestaram nas redes sociais em luto pela morte de Cohen. Veja abaixo algumas das declarações:

Leonard Cohen morreu. Outra voz mágica congelada.

Crianças. Tirem um momento para escutar "Going Home", música de Leonard Cohen, quando vocês puderem. Descanse em paz, L Cohen, e obrigado.

Descanse em paz, Leonard Cohen – Deus abençoe.

Obrigado Leonard Cohen. Rápido renascimento, meu amigo.

Descanse em paz, Leonard Cohen

Como se a semana pudesse piorar. Obrigada Leonard Cohen, por todas as coisas. Descanse em paz.

Leonard Cohen, descanse em paz.

Nossos pensamentos estão com os amigos, família e fãs do estimado artista Leonard Cohen.

Descanse em paz, Leonard Cohen. Parece pertinente, esta morte. Está nos fazendo lembrar de músicas como “Come Healing”, que é uma boa para esses dias.

Eu experienciei a perda de muitas lendas mas nunca vi tanto do seu trabalho ser citado na sua morte.

Querido Leonard Cohen, obrigado pelas noites quietas, a reflexão, a perspectiva, os sorrisos sarcásticos e a verdade.

Ah não, muito triste ficar sabendo de Leonard Cohen. Um dos meus heróis.

Cohen ascendeu nos anos 1960, em meio a uma cena de influentes cantores e compositores folk, como Bob Dylan, Paul Simon e Joni Mitchell. Com seu barítono reverberante, o canadense oriundo de Westmount, Québec, cantou sobre temas como amor, sexo, fé, espiritualidade, guerra, paz, êxtase e depressão. O último álbum de inéditas dele, You Want It Darker, foi lançado em 21 de outubro deste ano.

Nascido em 21 de setembro de 1934, o músico aprendeu a tocar violão quando era adolescente e chegou a formar um grupo de música folk chamado Bucksin Boys. Influenciado pelo escritor espanhol Federico Garcia Lorca, passou a se dedicar à poesia e escrita. Após se formar na McGill University, mudou-se para a ilha grega de Hidra, onde comprou uma casa por U$ 1,5 mil. Enquanto vivia em Hidra, Cohen publicou a coletânea de poemas Flores Para Hitler (1964) e os romances A Brincadeira Favorita (1963) e Belos Perdedores (1966).

Frustrado pelo fracasso das vendas dos livros, o cantor foi para Nova York em 1966 a fim de investigar a efervescente cena musical folk da cidade. Por lá, conheceu a cantora Judy Collins, que interpretaria algumas das canções dele no álbum In My Life, incluindo o hit “Suzanne”. Rapidamente, Cohen se tornou um dos compositores favoritos de gente como Judy, James Taylor, Willie Nelson, entre outros.

Nos anos 1970, deu início à primeira de muitas extensas turnês mundiais. “Uma das únicas razões para eu sair em turnê é conhecer gente nova”, disse à Rolling Stone EUA em 1971. “Eu considero isso como uma missão de reconhecimento. É como se eu estivesse em uma operação militar. Eu não me sinto como um cidadão.”

A relação de Cohen com Suzanne Elrod durante a década de 1970 resultou em duas crianças: o fotógrafo Lorca Cohen e Adam Cohen, líder do grupo Low Millions. O canadense ainda se envolveu romanticamente com as backing vocals Laura Branigan, Sharon Robinson, Anjani Thomas e Jennifer Warnes, com quem chegou a compor e produzir posteriormente.

Em 1995, Cohen fez uma pausa na carreira. Naquele ano, ele se tornou um monge budista e adotou o nome Jikan (“silêncio”). Foi somente em 2001 que ele quebrou o jejum musical com o álbum Ten New Songs, uma colaboração com a cantora Sharon. Embora nunca tenha abandonado o judaísmo, ele justificou a adoção da filosofia budista como uma maneira de tratar os recorrentes episódios depressivos pelos quais passava.

O ato final da carreira de Cohen começou em 2005, quando Lorca passou a desconfiar que a agente de longa data do pai, Kelley Lynch, estava desviando dinheiro do fundo de aposentadoria do músico. De fato, Kelley roubou mais de U$ 5 milhões do intérprete. Para se recuperar, o cantor deu início a uma turnê de dimensões épicas, realizando cerca de 247 shows entre 2008 e 2010. Ele continuou a gravar, lançando Old Ideas (2012) e Pouplar Problems, que chegou às lojas norte-americanas um dia depois de completar 80 anos.