A ascensão improvável de Hozier, o cantor por trás do sucesso “Take Me to Church”

“Ainda estou tentando entender o que está acontecendo”, afirma o irlandês de 24 anos

Andy Greene / Tradução: Ana Ban Publicado em 11/03/2015, às 18h14 - Atualizado às 18h22

Hozier
Divulgação

Há pouco menos de dois anos, Andrew Hozier-Byrne sentou-se ao piano na casa dos pais, perto de Dublin, para trabalhar em uma faixa chamada “Take Me to Church”. Hozier-Byrne era um músico ainda “na batalha”, visto frequentemente nos chamados “open mics”, eventos que abrem espaço para o público mostrar seu talento. Na frente dele havia um caderno cheio de letras, sendo que algumas expressavam frustração com a religião organizada – e principalmente com o histórico da igreja católica de maltratar os gays e encobrir abuso sexual infantil. “Eu só estava experimentando e me veio a ideia para um refrão”, diz o cantor e compositor Hozier, de 24 anos. “Então, fiz uma demo.”

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Hoje, o vocal que ele gravou naquela sessão é o ingrediente principal de um sucesso global. “Take Me to Church” acabaria no topo das paradas do mundo todo, receberia elogios de Taylor Swift e Adele e daria ao cantor irlandês, antes desconhecido, a chance de se apresentar em duas ocasiões muito cobiçadas: um capítulo do Saturday Night Live e um desfile da Victoria’s Secret. “Sempre me considerei um artista muito, muito obscuro”, diz Hozier. “Nunca achei que a rádio irlandesa se animaria com a minha música – nem nenhuma porra de estação de rádio de qualquer lugar, desculpe o meu palavreado.”

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Em 2014, uma turnê revelou Hozier para os Estados Unidos. Taylor Swift assistiu a uma apresentação em um clube em Nashville e fez muitos elogios no Twitter. “Ela tem mais seguidores do que Deus”, Hozier diz. “Então, foi uma coisa importante.” A agenda do cantor já está lotada de shows até o Natal e ele duvida de que vá ter tempo de fazer um álbum novo antes de 2016. “Ainda estou tentando entender o que está acontecendo”, ele diz. “Acho que foi uma sorte incrível a música ter dado certo.” Dito isso, a possibilidade de “Take Me to Church” se tornar grande demais pesa sobre ele. “Você não vai querer que uma música sua seja maior do que você mesmo”, ele afirma. “Quer dizer, será que quer? Talvez queira. Eu não sei. Acho que vou descobrir.”

Veja o clipe de “Take Me to Church” abaixo: