Atrizes se reúnem para celebrar os 30 anos de Clube dos Cinco

Lendário filme adolescente foi mostrado no festival South by Southwest (SXSW), nos Estados Unidos

Redação Publicado em 17/03/2015, às 17h18 - Atualizado às 19h26

Atrizes de Clube dos Cinco no South by Southwest
Jack Plunkett/AP

Molly Ringwald e Ally Sheedy, atrizes que interpretam duas das cinco estudantes que passam um longo sábado de castigo em Clube dos Cinco, estiveram nesta segunda-feira, 16, no festival South by Southwest (SXSW), para uma exibição especial em comemoração aos 30 anos do filme. As informações são da agência Reuters.

Grandes momentos do SXSW 2014.

“Ninguém de fato se preparou para fazer um filme, acredito eu, tão bom quanto esse era para a época”, disse Molly em Austin, nos Estados Unidos, onde acontece o SXSW.

Lady Gaga justifica o vômito no festival SXSW: “Foi estimulante ver as pessoas discutindo se era arte ou não”.

No longa-metragem, Molly interpreta Claire Standish, a musa do colégio, Ally faz a reclusa Allison Reynolds, Emilio Estevez é Andrew Clarke, o atleta piadista, Judd Nelson é John Bender, o rebelde, e Anthony Michael Hall, o nerd Brian Ralph Johnson.

Grandes momentos do SXSW 2014: Julian Casablancas mostra inéditas, Damon Albarn toca Gorillaz com Snoop Dogg e Soundgarden recria clássico.

Presos em uma sala de aula, os estereótipos se digladiam ao longo do dia. Clube dos Cinco ficou marcado como precursor das tramas de adolescentes nos cinemas.

“Até que algo apareça para substituí-lo, acho que o filme está firmemente fincado na história clássica do cinema”, opinou Molly, que apesar disso, não recomenda que seja feita uma nova versão para a geração atual. “Teria que ser muito diferente, especialmente pelo fato de transmitir a mensagem de que somos todos deslocados, de que somos todos diferentes”.

Para Ally, os jovens de hoje em dia são “bastante sofisticados, mais cabeça aberta e mais politizados”. Segundo ela, “existe uma inocência em Clube dos Cinco que talvez não exista mais nos garotos de colégio”.

Andrew Meyer, produtor executivo da obra, diz que ela não teria sido realizada no atual mundo de tecnologia saturada, onde os adolescentes estariam em telefones celulares e nas mídias sociais, ao invés de conversando diretamente um com o outro”.