Autoridades não vão indiciar grupo de médicos envolvido no caso Michael Jackson

Sete médicos e uma enfermeira que estavam sob investigação escapam de processo; além de Conrad Murray, acusado de homicídio culposo pela morte do cantor, outro profissional será indiciado

Da redação Publicado em 29/07/2010, às 17h52

Michael Jackson em visita à Coreia do Sul, em 1998
AP

As autoridades da Califórnia decidiram não indiciar sete médicos e uma enfermeira que estavam sob investigação desde a morte de Michael Jackson, informou, nesta quarta, 28, o site da CNN. O rei do pop morreu, aos 50 anos, em Los Angeles, no dia 25 de junho de 2009.

Os investigadores não encontraram evidências para indiciar os profissionais. Christine Gasparac, representante do Procurador-Geral do Estado, Jerry Brown, declarou que apenas um médico (o nome não foi revelado) será denunciado pelo conselho de medicina da Califórnia por receitar medicamentos a Jackson que, na ocasião, usou um pseudônimo.

Agentes que investigam o caso realizaram buscas na farmácia Mickey Fine Pharmacy & Grill, em Beverly Hills, e no consultório do dermatologista do cantor, Dr. Arnold Klein, onde Michael foi visto várias vezes na semana anterior à sua morte. O dermatologista declarou à CNN, em 2009, que nunca prescreveu medicamentos controlados para Michael.

O médico particular de Michael Jackson, Dr. Conrad Murray, que o atendia no período em que ele morreu, não está entre a lista dos médicos liberados da investigação. Murray foi acusado de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) no início deste ano, por administrar uma dose letal do anestésico Propofol ao cantor (saiba mais sobre o caso).

Buscas realizadas na mansão de Michael Jackson revelaram uma lista de prescrições de medicamentos em seu quarto, de acordo com documentos judiciais e o relatório da autópsia. A justiça de Los Angeles determinou a morte de Jackson por overdose de Propofol, anestésico aplicado em pacientes cirúrgicos e receitado por Murray. O relatório também informa que havia, no sangue do cantor, Lorazepam, um remédio forte usado contra a ansiedade.