Azealia Banks lança disco de estreia e fala sobre polêmicas: "Não me arrependo de nada"

Depois de anos de briga a antiga gravadora, a rapper está pronta para celebrar o álbum de estreia

Simon Vozick-Levinson Publicado em 31/01/2015, às 12h05 - Atualizado em 02/02/2015, às 17h33

A rapper Azealia Banks
Divulgação

No dia 6 de novembro de 2014, Azealia Banks clicou em “enviar” e disparou um tuíte quente para o meio milhão de seguidores que ela tem na rede social. Quase três anos após o hit “212”, o primeiro single da cantora de língua afiada, ter a transformado em estrela instantânea, Azealia finalmente lançava Broke With Expensive Taste, álbum de estreia dela. “Meu coração estava batendo forte”, relembra. “Eu estava sentada à mesa de jantar de calcinha e camiseta. Foi um sentimento de alegria e alívio.”

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Azealia começou a trabalhar no disco Broke With Expensive Taste em 2012, quando assinou com a gravadora Interscope. Mas a relação com o selo logo azedou e, em janeiro de 2013 – com o álbum pronto, mas sem data de lançamento –, ela implorou publicamente para a empresa rescindir o contrato dela. “Foi frustrante demais”, conta. “Eu rezei muito para sair da gravadora. Sempre pensava: ‘Para que eu estou trabalhando com essa gente se eles estão mentindo na minha cara?’”. A Interscope, então, liberou Banks do contrato em julho de 2014. A rapper lançou o registro de forma independente e acabou entrando no Top 30 de discos mais vendidos nos Estados Unidos.

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Nos anos que sucederam a famosa canção “212”, Banks ficou conhecida tanto pelas brigas com outros artistas (entre eles T.I. e Iggy Azalea) quanto pela música, que mistura rap, pop, dance music e outras coisas em combinações sempre criativas. “Quando se é mulher, é muito mais fácil atrair abelhas com mel do que com vinagre – e eu estava soltando muito vinagre”, confessa. “Eu criei uma situação em que ninguém queria me escutar. Era, tipo: ‘Ela não consegue calar a boca, só briga e reclama’.”

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Dito isso, Azealia, que hoje tem 23 anos, observa que cresceu muito sob a mira do público. “Há uma janela de juventude em que essas coisas são permitidas. Eu estava me aproveitando dela”, relembra. “E me safava das coisas, tipo: ‘não importa! Eu tenho 20 anos. Eu tenho três milhões de dólares. Eu tenho uma música de sucesso. Vou ganhar vodca no camarim. O promotor comprou maconha para mim. Estão me enviando roupas incríveis. Todo o mundo que se foda’. Eu estava me divertindo e não me arrependo de nada.”