Bananada 2017: Os Mutantes divide opiniões; Carne Doce e Liniker brilham no segundo dia

Veja a nossa lista com os melhores shows do sábado, 13, no evento que acontece em Goiânia e também teve também Maria Gadú e Terno Rei, entre outros

Lucas Brêda, de Goiânia Publicado em 14/05/2017, às 16h19 - Atualizado às 17h54

Bananada 2017 - sábado - abre

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Os Mutantes, Liniker e os Caramelows, Maria Gadú e Carne Doce foram os nomes que levaram uma multidão ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, no último sábado, 13. O segundo dos três dias principais do festival Bananada 2017 teve um público mais numeroso que o dia anterior –

marcado pelo “furacão” BaianaSystem – para mais uma maratona de shows que só chegou ao fim de madrugada, com os DJs do palco El Club.

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Se na sexta, 12, o headliner BaianaSystem foi uma unanimidade entre o público, no sábado, 13, Os Mutantes dividiram opiniões: alguns ficaram extasiados com o arsenal de canções fundamentais na música brasileira, outros torceram o nariz para a formação esfacelada que pouco lembra o grupo tropicalista que fez história nos anos 1960 e 1970. O Carne Doce soube muito bem jogar em casa, Maria Gadú teve a plateia na mão em nova fase da carreira e Liniker esteve tão poderoso quanto costuma ser em cima de um palco.

Mais cedo, uma série de artistas emergentes ocupou os quatro palcos do Bananada 2017. Consuelo abriu a noite no palco Slap, seguida pelo rock noventista e básico de JP Cardoso no Spotify (com curadoria da tradicional Casa do Mancha, de São Paulo) e a dream pop melancólico do Terno Rei. Esta última, aliás, pareceu estar posicionada em um palco (Skol) maior que seu alcance, mesmo tocando depois das 20h, já que poucas pessoas acompanharam a poesia íntima e os arranjos aéreos dos dois sólidos álbuns do grupo paulistano, Vigilia (2014) e Essa Noite Bateu Com um Sonho (2016).

Se na sexta um dos “spin-offs” do Boogarins, o Luziluzia (que também contém integrantes do Carne Doce) tocou no Spotify, no sábado, o Ultravespa, do vocalista Dinho Almeida, mostrou as canções embebidas de rock/mod dos anos 1960 no mesmo palco. No Chilli Beans, o Aeromoças e Tenistas Russas apresentou uma nova fase da carreira, muito mais voltada a sintetizadores e batidas eletrônicas para uma plateia dispersa, mas disposta a dançar.

Antes do pernambucano Tagore, Luiza Lian reuniu um expressivo número de pessoas para o show do recente álbum-visual Oyá Tempo (2017). A apresentação, com palco temático, impressionou pela densidade, mas a quantidade de atenção demandada – em um festival recheado de atrações simultâneas – acabou deixando uma sensação de que seria melhor apreciada em um teatro ou um clube menor e fechado.

O palco Slap ainda teve Bruna Mendez, Outro Eu e Perrosky (Chile), sendo o último um dos três grupos gringos do dia, além do Romperayo (Colômbia) e do Clearance (EUA). A banda norte-americana pouco reteve a atenção no palco Skol, depois das 21h, com uma sonoridade bastante limitada ao rock indie/alternativo dos anos 1990, uma espécie de Pavement mais básico e menos cabeçudo.

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O Bananada 2017 segue no domingo, 14, com Mano Brown, Karol Conka, Rakta e Tulipa Ruiz como algumas das atrações.

O jornalista viajou a convite da organização do festival