Banda russa punk Pussy Riot lança manifesto contra violência policial e clipe da música '1312'; assista aos vídeos

Texto critica Jair Bolsonaro e outros líderes da América Latina

Redação Publicado em 29/05/2020, às 15h00

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Nadya Tolokno, vocalista do Pussy Riot (Foto: Divulgação)

A banda de punk rock feminista russa, Pussy Riot, lança nesta sexta, 29, a música "1312", e um manifesto contra a violência policial, em parceria com o coletivo chileno Lastesis. No texto, Jair Bolsonaro, é citado ao lado de presidentes de outras nações, como o chileno Sebastián Piñera e venezuelano Nicolás Maduro, como exemplos de líderes de países em "estados de terror". 

Escrito com mulheres feministas da Rússia, Chile e México, o manifesto aborda casos de brutalidade policial na América Latina, principalmente com a quarentena, como "grupos de extermínio da Colômbia" e casos de pessoas "desaparecidas e incineradas pela polícia Mexicana". 

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"Ou nos organizamos, ou perecemos. Estamos diante de uma escalada sem precedentes da brutalidade e repressão do Estado. (...) Este chamado não pode ser adiado porque, neste momento, enquanto estamos confinados,governos estão intensificando a perseguição de lutas sociais, exércitos tomam  conta de nossas ruas, destruindo nossos direitos, nossas liberdades", diz o texto. 

O single "1312", parceria com artistas argentinos Dillom, Muerejoven e Parcas, é o terceiro lançamento do grupo em 2020, após a música "Such a Dick", de abril, e o lançamento do EP Knife, do começo do maio. O clipe está disponível abaixo. 

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