Baterista é demitido do Slayer por discordar da distribuição de dinheiro na banda

"Fui notificado que não seria o baterista para a turnê na Austrália. Estou triste e, para ser sincero, chocado com a situação", escreveu Dave Lombardo

Redação Publicado em 21/02/2013, às 13h50 - Atualizado às 15h07

Dave Lombardo
Reprodução / Facebook

Membro original do Slayer, o baterista Dave Lombardo usou sua página oficial do Facebook para avisar aos fãs da banda que foi demitido do grupo depois de uma discussão por uma nova forma de gestão dos cachês dos integrantes.

Leia textos das edições anteriores da Rolling Stone Brasil – na íntegra e gratuitamente!

"Quero me desculpar pessoalmente com todos os nossos fãs na Austrália que compraram ingressos para a turnê esperando me ver no lugar de sempre na bateria. Para que todos vocês saibam a verdade, no fim do dia 14 de fevereiro, eu fui informado que não iria para a Austrália. Estou triste e, para ser honesto, chocado com a situação", escreveu o baterista, que tirou sua foto do perfil do Facebook, deixando apenas um fundo preto.

Lombardo, que havia deixado a banda e retornando oficialmente em 2001, informa que descobriu apenas em 2012 que 90% da renda das turnês do grupo estavam sendo deduzidos como despesas, entre elas, com o empresário. "[Isso estava] custando milhares de dólares à banda e deixando 10%, ou menos, para ser dividido entre nós quatro", seguiu ele.

Por isso, o baterista, ao lado do baixista e vocalista Tom Araya, contratou uma empresa de auditoria para tentar rastrear para onde o dinheiro estava indo, mas teve o acesso aos dados negado.

Então, ele descobriu que não recebeu o que deveria pelos shows que o Slayer fez pelo mundo em 2012, mas apenas um adiantamento. Para poder ganhar o dinheiro, Lombardo foi coagido a assinar um contrato "que não me dava nenhuma garantia por escrito de quanto seria deduzido e nem me dava acesso aos relatórios financeiros ou registros para revisão. Também me proibia de dar entrevistas ou falar algo a respeito da banda".

Ele decidiu, então, entrar em contato com os outros integrantes da banda, Tom e Kerry King, guitarrista, para propor um modelo diferente de negócio. Chegando lá, contudo, as coisas não saíram como ele esperava. "Acreditava ser o melhor para que o Slayer pudesse se proteger e para que pudéssemos fazer o que fazemos de melhor: tocar para os fãs. Kerry deixou claro que não estava interessado em fazer mudanças e disse que se eu quisesse discutir ele encontraria outro baterista. Na quinta-feira, cheguei para o ensaio às 13h como combinado, mas Kerry não apareceu. Em vez disso, recebi um e-mail às 18h24 dos advogados dizendo que eu estava sendo substituído para as datas na Austrália".

O Slayer é uma das bandas anunciadas para tocar no Rock in Rio desde ano – eles se apresentam no dia 22 de setembro no festival, ao lado de Iron Maiden e Avenged Sevenfold.