Beady Eye mostra lampejos de inspiração no Planeta Terra

Irregular, apresentação do grupo de Liam Gallagher se apoiou no carisma do ex-líder do Oasis

Bruno Raphael Publicado em 06/11/2011, às 01h11 - Atualizado às 14h37

Beady Eye fez o penúltimo show do Sonora Main Stage na edição 2011 do Planeta Terra Festival

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As farpas que os irmãos Gallagher têm trocado na imprensa parecem ecoar mais na mente do que os shows do Beady Eye. Pelo menos foi o que transpareceu a apresentação de pouco mais de quarenta minutos que a nova banda de Liam Gallagher fez no Planeta Terra Festival no fim da noite deste sábado, 5.

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Começava a lotar o Sonora Main Stage por volta das 23h50 quando as luzes do palco se apagaram e os vultos dos integrantes da banda passaram. Diferentemente de sua passagem por aqui com o Oasis em 2009, Liam Gallagher estava simpático: sorria para os fãs, brincava com a câmera e até mesmo parecia não ligar para quando sua voz, no alto de seus 39 anos de idade, começava a desafinar ou escorregar em notas mais altas. A banda é a mesma com exceção de Noel, mas as canções mais famosas cantadas por Liam não estão ali.

O show começou com a primeira faixa do álbum de estreia da banda, lançado este ano: "Four Letter Word" abriu caminho com impacto, enquanto "Beatles and Stones" e "Billionaire" deslizaram nos clichês e obviedades que marcam muitas das canções do disco Different Gear, Still Speeding. Foi com "The Roller", um dos singles do disco, que o grupo pareceu retomar um bom caminho, que teve seu ápice na dobradinha "Kill for a Dream" e "The Beat Goes On", as duas baladas do álbum.

Com pouco tempo para um show mais extenso, talvez devido até ao repertório de apenas um disco e o fato de que o Beady Eye não toca canções do Oasis, a apresentação teve seu momento de maior apoio do público com "Wigwam". Em seguida veio o fechamento com a tradicional "Sons of the Stage", cover do World of Twist, banda britânica da década de 80 da qual Liam é muito fã. Sem alarde, o Beady Eye encerrou sua apresentação no Planeta Terra.