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Biografia define Lou Reed como um "monstro" e o acusa de violência doméstica

Notes from the Velvet Underground: The Life of Lou Reed, de Howard Sounes, será publicado em 22 de outubro

Redação Publicado em 13/10/2015, às 10h03 - Atualizado às 12h28

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Reed ao vivo, na década de 70

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Uma nova biografia promete questionar a imagem deixada pelo lendário Lou Reed. Escrito pelo jornalista britânico Howard Sounes, que já publicou livros sobre Bob Dylan e Amy Winehouse, Notes from the Velvet Underground: The Life of Lou Reed relata casos de racismo e de violência doméstica praticados Reed, que morreu em outubro de 2013.

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"O processo criativo, os problemas mentais, a bissexualidade, os três casamentos e o vício em drogas e álcool" do cantor, compositor, guitarrista e fundador do Velvet Underground são o foco do livro de Sounes, que diz ter entrevistado 140 pessoas próximas ao artista.

Arquivo: Entrevista Rolling Stone com Lou Reed.

O ator definiu Reed como um "monstro" em entrevista ao jornal The Daily Beast: "Amo a música dele, mas você tem que contar as histórias. Os obituários foram muito gentis, ele era um homem muito desagradável. Um monstro, na verdade. Acho que, na real, a palavra 'monstro' é aplicável".

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Bettye Kronstad, ex-esposa de Reed, conta no livro que ele costumava a "Empurrar contra a parede, apertar, bater e chacoalhar. E então, uma vez, ele finalmente me deixou com um olho roxo". Alan Hyman, citado como um amigo de escola de Reed, também dá um testemunho sobre um caso de violência com uma namorada do músico. "Ela disse alguma coisa, ele ficou irritado e bateu na parte de trás da cabeça dela. Minha esposa avisou, 'Lou, se você continuar a fazer isso, vai ter que ir embora'. E ele bateu de novo. Então, ela disse, 'Vai embora!'".

Ao longo do livro, Reed ainda é creditado como o autor da frase, "Eu não gosto de negros como Donna Summer", e é acusado de ter chamado Bob Dylan de "judeu pretensioso". O NME tentou entrar em contato com o espólio de Lou Reed, mas não obteve resposta.