Blink-182 é processado pelo administrador do Fyre Festival e deve pagar US$500 mil

A banda seria a atração principal do polêmico festival de luxo nas Bahamas em 2017

Redação Publicado em 30/08/2019, às 17h54

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Blink 182. (Foto: Amy Harris / Invision / AP)

O administrador responsável pelo desastroso do Fyre Festival entrou com diversos processos na justiça para recuperar o dinheiro pago para os artistas e celebridades que faziam parte das atrações do evento. A ação judicial declara que as transferências bancárias fizeram parte do esquema de fraude organizado por Billy McFarland em 2017.

A banda Blink-182 recebeu US$500 mil para ser a atração principal do festival. As modelos Kendall Jenner e Emily Ratajkowski ganharam US$275 mil e US$300 mil, respectivamente, para fazerem post publicitários sobre o evento nas redes sociais. As duas ainda foram acusadas no processo por não agirem com "boa fé", por não terem revelado que foram pagas para fazer as publicações.

Apesar da responsabilidade de repassar o dinheiro para os artistas ser das agências de talentos que administram suas carreiras, o acusador afirma que os artistas devem assumir culpa.

"Eles também não informaram aos fãs e seguidores que decidiram não participar do Festival por causa de problemas dos quais eles e suas agências estavam cientes", afirma o processo.

Entre as agência envolvidas no esquema estão a CAA, que o Blink-182, Claptone, Bedouin, Burridge e deve US$585.000; a ICM, que representa Lil Yachty, Migos, Rae Scremmurd e deve US$350.000; e Nue Agency, que representa Pusha T, Desiigner, Tyga e deve US$730.000.

Além das agências, o diretor do festival, Yaron Lavi e as companhia de yatchs, ingressos e catering também devem pagar os valores que receberam para a produção do festival.

O promotor McFarland foi preso em 2018 e condenado a 6 anos de prisão por fraude. De acordo com o acusador, dos US$11 milhões transferidos para ele US$315,645.87 foram gastos com despesas pessoais como coberturas luxuosas, estadias em hotéis e jantares.

O Fyre Festival foi idealizado para ser festival de música para celebridades e influencers da classe alta, na ilha Great Exuma, nas Bahamas. Porém, todo o final de semana do evento foi marcado por problemas de segurança e infraestrutura, além do cancelamento das atrações musicais. 

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