Bolsonaro é segundo presidente com maior rejeição - fica atrás apenas de Collor

Segundo pesquisa Datafolha, 45% consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo

Redação Publicado em 13/05/2021, às 16h24

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Jair Bolsonaro (Foto: Gabriela Bilo / Estadão Conteúdo / Agência Estado / AP Images)

Pesquisa do Datafolha divulgada na quarta, 12, aponta que Jair Bolsonaro (sem partido) tem a segunda maior rejeição desde 1989. Ao comparar outros presidentes eleitos em primeiro mandato com tempo semelhante de governo (2 anos e 5 meses), ele fica atrás apenas de Fernando Collor. As informações são da Folha de S. Paulo.

Em 1992, no mesmo período de governo, Collor estava perto de ser ameaçado pelo impeachment e somava 68% de avaliação ruim ou péssima, 21% regular e 9% ótimo e bom. No caso de Bolsonaro, 45% dos entrevistados pela pesquisa valiam a gestão como ruim ou péssima, 30% regular e 24% ótima ou boa - é o pior índice do presidente desde o início do mandato.

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Além de Collor, a rejeição de Jair Bolsonaro é pior para maio do primeiro mandato comparado a Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT).

Em maio de 1997, 42% avaliaram o mandato de Fernando Henrique como ótimo ou bom, 38% regular e 18% de ruim ou péssimo. Lula, em junho de 2005, apontava para avaliações de, respectivamente: 35%, 45% e 18%.

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Dilma Rousseff contou com duas pesquisas em junho de 2013, mês no qual houve diversos protestos. Inicialmente contrárias ao aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, as manifestações culminariam mais tarde no impeachment da presidente.

No intervalo de três semanas, Dilma passou de 57% de avaliação ótima ou boa para 30%, 33% de regular para 43% e 9% de ruim para 25%. Mesmo com o aumento da rejeição, o desempenho da petista ainda é superior ao de Bolsonaro.

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Em relação às eleições de 2022, a pesquisa também apontou que 54% não votariam em Bolsonaro “de jeito nenhum”. Atualmente, o maior adversário do presidente é Lula, quem ocupa a liderança na corrida presidencial.


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