Bolsonaro ironiza denúncia de propina de ex-diretor da Saúde: ‘Pouca coisa, 400 milhões de doses’

Em live semanal, o presidente Jair Bolsonaro também disse que não entregará a faixa presidencial em caso de ‘fraude’

Redação Publicado em 02/07/2021, às 09h58

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Bolsonaro sorri durante discurso no lançamento do programa Programa Genomas (Foto: (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

Jair Bolsonaro (sem partido) comentou sobre o depoimento de Luiz Dominguetti à CPI(Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid. Em live semanal na quinta, 1º de julho, o presidente ironizou denúncia relacionada ao ex-diretor da Saúde “propininha de R$ 2 bilhões.”

Segundo a Folha, Bolsonaro comentou: "[Dominguetti] falou que foi procurado para uma propina, pouca coisa, 400 milhões de doses. US$ 1 por dose, uma propininha de 2 bilhões de reais. Ele não aceitou. E depois [Dominguetti] cita o nome de um deputado. Vocês sabem que deputado é esse né?"

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Dominguetti se diz representante da Davati Medical Supply, e disse à CPI da Covid que, em negociação com o Ministério da Saúde, foi oferecido US$ 1 por dose da vacina AstraZeneca como forma de esconder propina. O vendedor também tentou envolver o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), um dos principais denunciantes de irregularidades no governo Bolsonaro, no esquema de compra de imunizantes.

Durante live, Bolsonaro elogiou a fala do representante da Davati: “Quero ver como [a imprensa] vai reagir à questão da CPI de hoje. Hoje foi bonito quando o cabo [Dominguetti] lá se dirigiu ao senador e falou um negócio meio esquisito.”

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O presidente voltou a atacar a CPI da Covid na transmissão, e classificou a Comissão como “vergonha”(via Folha): "O que a CPI contribuiu para evitar ou diminuir o número de mortes? O que eles fizeram? Nada. É só um inferno o tempo todo, tentando de toda maneira atingir o governo."

Em relação ao superpedido de impeachment protocolado, o presidente disse estar “dando risada” dos signatários. Bolsonaro também voltou a falar em uma articulação no Supremo Tribunal Federal (STF) para não aplicar o voto impresso no Brasil, e disse que, se isso acontecer, Lula (PT) será privilegiado e as eleições serão fraudulentas.

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Favorável ao voto impresso, Bolsonaro ameaçou não entregar a faixa presidencial caso as eleições não aconteçam de "forma limpa":  “Eu entrego a faixa presidencial para qualquer um que ganhar de mim de forma limpa, na fraude, não”, ameaçou o chefe de Estado.


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