Bolsonaro menospreza recorde de óbitos por Covid-19: 'Em todo local está morrendo gente'

Em conversa com apoiadores, Bolsonaro desacreditou a importância das vacinas e falou em 'guerra contra o presidente'

Redação Publicado em 18/03/2021, às 20h42

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Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete / Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conversou com os apoiadores na saída do Palácio da Alvorada nesta quinta, 18 de março. O discurso foi baseado nas justificativas para o atraso do governo na compra das vacinas contra a Covid-19. As informações são do UOL.

"A gente pergunta, qual país do mundo está tratando bem a questão do Covid? Aponte um. Todo local está morrendo gente. Agora, aqui virou uma guerra contra o presidente," disse.

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Bolsonaro desacreditou a importância dos imunizantes e falou da suspensão do uso da vacina da Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca em alguns países. Alemanha, França, Espanha, Portugal e Itália interromperam a aplicação por precaução, após relatos de casos de trombose. A relação com o uso do imunizante não foi comprovada.

Também citou uma empresa produtora de vacinas com 20 milhões de doses disponíveis, mas sem ainda ter entrado com a documentação para ter o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

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"Agora, como o mundo está precisando de vacinas, por que outros países não compram esses 20 milhões de doses? Querem vender para nós, sem certificação, sem nada? Isso é lobby? Comigo não vão fazer," declarou.

Bolsonaro afirmou ter perdido um tio no mês passado. Informação relatada apenas para estimular a pergunta: “foi de Covid?” e provar o ponto do presidente de que ultimamente as pessoas aparentam morrer apenas da doença. "Os hospitais estão com 90% das UTIs ocupadas. Quantos são de Covid e quantos de outras enfermidades?" questionou. 

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As Secretarias de Saúde dos Estados divulgam diariamente dados específicos de Covid-19, com taxas relativas à ocupação de leitos voltados para pacientes.

Aos apoiadores, Bolsonaro disse "lamentar qualquer morte." Depois, criticou medidas de fechamento do comércio e o lockdown. "Estamos nos transformando em um país de pobres," disse.


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