Bolsonaro vira piada internacional por escândalo com dinheiro na cueca

Senador Chico Rodrigues era um dos principais nomes do governo Bolsonaro

Redação Publicado em 16/10/2020, às 09h10

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Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

Cerca de uma semana após o presidente Jair Bolsonaro dizer que "eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo", o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), considerado vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, se envolveu em um escândalo quando foi pego pela Polícia Federal (PF) ao esconder dinheiro dentro da cueca.

De acordo com relatório da PF, o senador usava um short de pijama azul e uma camisa amarela quando membros da polícia da operação Desvid-19, responsável por apurar uso indevido de recursos públicos estinados ao combate à pandemia de coronavírus, apareceram na casa de Rodrigues.

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Como reportado pelo G1, o político escondeu R$ 33.150 dentro da cueca. Além disso, o relatório ainda fala sobre o senador "insistentemente, ocultava valores em suas vestes íntimas".

Essa notícia rapidamente se espalhou pelo Brasil e emplacou em veículos do mundo inteiro - e Bolsonaro virou piada intrnacional. Parte dos veículos destacaram como o discurso do atual presidente nas eleições de 2018 era anti-corrupção, mas o governo dele conseguiu já colecionar alguns escândalos.

O repórter Tom Phillips, do The Guardian, escreveu: "O governo dele tem sido afetado por escândalos, incluindo suspeitas de que um dos filhos políticos, Flávio, presidiu uma antiga rede de corrupção".

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Já o Irish Times, em artigo de Tom Hennigan, falou sobre o caso de Queiroz. "Bolsonaro, um político de fora que foi eleito presidente em 2018 em parte como uma reação contra a corrupção da classe política tradicional do Brasil, está sendo investigado junto com dois de seus três filhos por desviar os salários de pessoas que empregavam como funcionários quando eleitos antes de de tornar-se presidente.

O site DW falou que "Rodrigues, membro do partido democrata de centro-direita, está na política desde os anos 1980. Ele representa o estado de Roraima e também foi vice-líder da agenda do governo Bolsonaro, mas renunciou ao cargo após a operação.


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