Bolsonaro volta a atacar vacina Coronavac: ‘Não tem comprovação científica’

Ao contrário da fala de Bolsonaro, a Coronavac passou pro diversos testes que comprovaram a eficácia e segurança da vacina

Redação Publicado em 16/06/2021, às 09h46

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Bolsonaro de máscara olhando para o lado (Foto: Andre Coelho/Getty Images)

Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a vacina Coronavac na quinta, 15. Em entrevista à SIC TV, o presidente disse que o imunizante, desenvolvido em parceria entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, “não tem comprovação científica”.

Segundo o O Globo, o presidente declarou: “A Coronavac, o prazo de validade dela parece que é em torno de 6 meses. E assim mesmo muita gente tem tomado e não desenvolve anticorpo nenhum. Então essa vacina não tem uma comprovação científica ainda.”

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Apesar da fala de Bolsonaro, diversos testes comprovaram a segurança e eficácia da Coronavac. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisou os resultados, por isso, aprovou o uso emergencial do imunizante.

Em outro momento da entrevista, o presidente disse ter a ideia de um “experimento” no qual 100% de uma cidade de Rondônia seria vacinada com a Pfizer, enquanto outro município receberia a Coronavac:

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“A gente pode pegar uma cidade menor de Rondônia e pegar uma vacina como a Pfizer, que não é a Coronavac, e jogar naquela cidade. E jogar a Coronavac em outra. O pessoal vai reclamar da gente, quem pegar a Coronavac vai reclamar, mas a gente pode pensar nisso daí, eu dou a ideia para o ministro Marcelo Queiroga e a gente tenta duas cidades de Rondônia,” declarou.

Apesar dos elogios à Pfizer, o governo Bolsonaro ignorou ao menos 10 emails da farmacêutica com ofertas de vacinas, que poderiam ter sido entregues até o final de 2020. Ainda, impasses em relação ao contrato também dificultaram o acordo. 

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Na segunda, 13, conforme noticiado pelo O Globo, Bolsonaro se reuniu com executivos da Pfizer para pedir a antecipação das doses. Durante entrevista, o presidente falou sobre a reunião:

"Ontem eu estive com o diretor-presidente da Pfizer, o contrato do ano passado era de 100 milhões de vacinas e assinamos um recentemente de 200 milhões de vacinas da Pfizer, que tem mais credibilidade que uma outra que foi distribuída há pouco tempo, continua sendo distribuída ainda. Acreditamos que até setembro tenhamos mais de 60% da população vacinada e esperamos que os governadores não tomem mais medidas restritivas."

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