Boogarins e Bixiga 70 são destaques do SXSW, segundo crítico da Rolling Stone EUA

Festival apresentou diversas novas bandas para o público, entre elas os grupos brasileiros

Redação Publicado em 19/03/2019, às 18h43

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Boogarins (Foto: Ann Alva Wieding/Divulgação)

O SXSW (South By Southwest) tem se mostrado uma boa porta de entrada para bandas estrangeiras em solo norte-americano. De olho nas novidades, o icônico David Fricke, crítico e editor Rolling Stone EUA, passou pelo Texas e criou uma lista especial de 10 bandas que o conquistaram durante o festival. Entre essas, dois grupos brasileiros foram citados: Boogarins e Bixiga 70.

Fricke se surpreendeu com o som dos Boogarins, que classificou como “um turbilhão de psicodelia, pop-wise, rock alternativo e tropicália vintage.” Além disso, comparou a banda a grandes clássicos da música.

“Há flashes de Teenage Fanclub e do Pink Floyd de 1967 e 1968 aparecem em letras episódicas e em momentos eletrizantes; o cantor e guitarrista Fernando Almeida Filho tem cachos como os de Phil Lynott e cantou com a sensualidade de um jovem Prince.”

O Bixiga 70 não falhou em também surpreender o crítico. Para ele, o som da banda é animado, ritmado e forte. “Começaram com a animação de uma festa, e só aumentaram depois, como a banda que o James Brown tinha nos anos 70, The J.B.s, com uma tendência ao samba”, escreveu. “O tipo de descoberta que faz com que esse festival seja vital, gratificante e necessário”, completou.

Outra banda que surpreendeu David Fricke foi The Ezra Collective. O conjunto britânico tem ganhado cada vez mais relevância no cenário musical por sua reinvenção do jazz, onde mantém o sax e o trompete clássicos, mas colocam também uma bateria alucinada do Afrobeat, transformando a música em algo que “exige que a gente dance em resposta”.

Os outros destaques do SXSW, para o crítico, foram Yola, Moritz Simon Geist, Fontaines D.C., The Comet Is Coming, The Crazy World of Arthur Brown, Jambinai, Trupa Trupa e Murray A. Lightburn.