Bruce Springsteen lidera artistas em show beneficente para as vítimas do furacão Sandy

Steven Tyler, Billy Joel, Christina Aguilera, Jimmy Fallow e outros também se reuniram em apresentação trasmitida pela televisão

James Sullivan Publicado em 03/11/2012, às 13h50 - Atualizado às 16h40

Bruce Springsteen
Reprodução/SiteOficial

“Eu nasci em Staten Island”, disse Christina Aguilera dado momento da transmissão. A maioria dos apresentadores e artistas que lotaram o show beneficente Hurricane Sandy: Coming Together tem conexões diretas com as cidades de Eastern Seabord afetadas pela colossal tempestade na semana passada, nos Estados Unidos. Billy Joel vivia em Long Island. Os apresentadores Brian Williams e Jon Stewart percorreram a costa de Jersey em sua juventude, como Jon Bon Jovi e aquele outro roqueiro bastante conhecido que fechou a apresentação.

Leia textos das edições anteriores da Rolling Stone Brasil – na íntegra e gratuitamente!

Na era do YouTube, o programas deste tipo ainda permanecem especialidade das antigas emissores de televisão. A sexta, 2, foi marcada pelos veteranos mostrando suas melhores canções que pareciam terem sido escritas para a ocasião. Residente de Upper East Side, Sting tocou uma versão acústica e um tanto jazzy de “Messege in a Bottle”, enquanto Joel mostrou “Miami2017 (Seen The Lights Go Out on Broadway)”, música datada de 1976 com versos proféticos sobre o caos em Nova York.

Talvez mais curioso, e tocante, de todos foi a versão do clássico doo-wop do Drifters , “Under the Boardwalk”, introduzida por Jimmy Fallon como um tributo a Nova Jersey devastada. Com Joel no baixo e Bruce Springsteen e Steven Tyler, entre outros, em volta do microfone, Fallon fez o vocal principal – emulando não Neil Young, mas ele mesmo.

O também comediante e apresentador Jon Stewart foi sério na maior parte das vezes. “Você nunca pensa que será a sua casa ou onde você nasceu”, disse ele quando se trata de desastres naturais. Doar US$ 10 pode significar dar uma refeição ou um cobertor quente a alguma pessoa, disse ele, ou talvez seja o suficiente para “mandar uma mensagem para o prefeito dizendo que talvez a maratona não seja uma boa ideia”.

Apesar das súplicas das celebridades, o mais efetivo foi a exibição de vídeos com as áreas devastadas. “Eu quero ir para casa”, disse um morador de Staten Island. “Mas ela não existe mais!” Depois disso, as altíssimas notas de “Dream On” atingidas por Steven Tyler pareciam o som de alguém descobrindo que o que sobrou da sua casa foi um pântano de centenas de metros da sua fundação.

Os números contam a história da destruição do furacão Sandy: 88 mortes. Um custo estimado de US$ 50 bilhões de estrago. Cem casas de Belle Harbor, no Queens, foram queimadas. Ondas de sete metros de altura nos Grandes Lagos.

Foi quando Stewart e Williams, “dois garotos de Jersey”, chamaram um terceiro, ou melhor, outros 12, para fechar o show. Talvez você tenha ouvido que Springsteen é o filho favorito de Nova Jersey. Resoluto como nunca, ele liderou a E Street Band no hino gospel “Land of Hope and Dreams”, que se tornou rock and roll dos desabrigados. A música terminou como sempre, interpolada por “People Get Ready”, de Curtis Mayfield.