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Bruce Springsteen questiona competência de Donald Trump em podcast

“Quando você deixa o gênio escapar da lâmpada – isto é, fanatismo, racismo e intolerância – é muito difícil fazer com que ele retorne de onde saiu”, disse o músico veterano em entrevista para Marc Maron

Rolling Stone EUA Publicado em 03/01/2017, às 13h34 - Atualizado às 14h30

“Bruce Springsteen é um amigo e uma fonte de inspiração. Esta é uma foto promocional que fiz em Atlanta, em 2007, e foi usada para divulgar o álbum Magic”

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Em entrevista recente ao podcast WTF, de Marc Maron, Bruce Springsteen discutiu a futura presidência de Donald Trump, questionando se o candidato republicano eleito teria competência e experiência para receber o título de Chefe de Estado dos Estados Unidos.

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“Antes eu sentia repulsa, não o tipo de medo que sentimos agora”, disse Springsteen sobre o início da administração Trump no país. “Será que eles são competentes o suficiente para esse trabalho em específico? Esqueça o que eles representam ideologicamente. Será que eles têm a competência para tamanha responsabilidade?”

Durante a entrevista, Springsteen disse entender o motivo da vitória do empresário. Para ele, muitos dos norte-americanos (assim como os personagens que povoam o imaginário lírico das canções dele) foram “afetados profundamente pela desindustrialização, globalização e avanços tecnológicos, que acabaram deixando-os para trás.”

O músico, que anteriormente chamou Trump de “narcisista tóxico”, e também apoiou abertamente a candidatura de Hillary Clinton na Pensilvânia, disse que uma das maiores preocupações dele sobre a presidência de Donald Trump é que os piores aspectos que representam o atual presidente norte-americano se tornem via de regra na sociedade dos Estados Unidos.

“Quando você deixa o gênio escapar da lâmpada – isto é, o fanatismo, o racismo e a intolerância – acaba sendo muito difícil fazer com que ele retorne de onde saiu”, disse Springsteen. “Seja pelo aumento dos crimes de ódio, ou então no fato de algumas pessoas acreditarem ter a liberdade de falar e se comportar de uma maneira que antes poderia até ser considerada anti-americana, e que na verdade é anti-americana. É isso o que ele representa. Meu medo é que esse tipo de pensamento ache um lugar recorrente na vida em sociedade.”

Um pouco mais otimista, ele ainda acrescentou: “A América ainda é a América, e eu ainda acredito nos ideais dela. Vou fazer o meu melhor para preservá-los.”