Bryan Cranston encarna o presidente Lyndon B. Johnson na Broadway

Em entrevista, ator fala sobre a peça, Breaking Bad e sua possível participação em Better Call Saul

Redação Publicado em 28/01/2014, às 18h22 - Atualizado às 19h47

Breaking Bad
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Atenção: o texto abaixo pode conter spoilers da quinta temporada de Breaking Bad

Depois de testemunharmos Bryan Cranston desfilando uma série de ternos e smokings belíssimos durante a temporada de premiações, é um alívio ver o ator de 57 anos subir ao palco todo contente no Teatro Roundabout, em Nova York, usando jeans e uma camisa xadrez. "Eu não gosto muito de vestir roupas chiques”, ele admite, algo que não é tão complicado de assimilar, já que uma das cenas mais famosas do ator é aquela em que Walter White está usando só uma cueca branca. Mas Cranston está se aproveitando tanto quanto pode do fato de que embora White esteja morto, a carreira dele está exatamente o oposto. Uma série de aguardados filmes dele chegam aos cinemas este ano, incluindo Get A Job, Godzilla e Dinheiro Sujo, no qual interpreta um assassino polaco com tendências "Heisenberg". Agora, pouco mais de uma semana depois de vencer o SAG e o Globo de Ouro, um atrás do outro, Cranston chegou à Broadway. Depois de passar uma temporada de sucesso em Cambridge, Massachussetts, Cranston interpretará em NYC o presidente Lyndon B. Johnson em All The Way, que reconta a presidência do texano logo depois do assassinato de John F. Kennedy, em 1963.

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A Rolling Stone EUA conversou com o falecido Senhor White a respeito de “bromances”, a vida pós-Breaking Bad e o futuro dele em Better Call Saul.

Você já devia ter recebido ofertas para fazer peças antes. O que te fez decidir por esta?

Eu estava procurando por algo que tivesse um impacto nas pessoas. Tinha que ser algo que entretivesse, claro, mas também tinha que ter algum significado além das palavras. Eu achei muitas camadas neste texto.

Agora que Breaking Bad acabou, por que tipos de papel está procurando?

Interessantes e desafiadores. A coisa mais importante para mim, e esse foi o caso com Breaking Bad, é a história e como é escrito o roteiro. Neste caso, a história de LBJ é muito épica. É enorme e maravilhosa e tem de tudo. Não teria como fazer pela metade, você realmente precisa mergulhar na situação em que ele estava. Precisa se afogar nos altos e baixos dele. Muitas coisas na natureza dele me surpreenderam. Ele era um homem realizado, determinado e muito esperto, politicamente. Ao mesmo tempo, ele tinha um lado bem-humorado e uma fragilidade de caráter que também é muito interessante.

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Eu li muito sobre ele e visitei a Biblioteca Presidencial LBJ, no Texas, algumas vezes. Tinha uma carta que Jackie Kennedy tinha escrito para ele porque ele se deu ao trabalho de mandar condolências para a família dela depois da perda que ela sofreu. Coisas como essa mostram muito caráter. Também conversei com pessoas que o conheceram bem. Eles me ensinaram muito. Mas não confiei nisso totalmente.

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Como você compara a experiência de fazer uma peça com o que viveu no set de Breaking Breaking?

Existe mais gratificação imediata no palco do que tive em qualquer momento no set de Breaking Bad. Você fica muito presente ali. Você diz algo e aí ouve alguém na plateia se assustar, ou então escuta as pessoas sentindo a frase. Ou rindo. É algo muito poderoso. Na televisão e no cinema, é diferente. Também é divertido, mas você precisa esperar muito tempo por essa indulgência.

Eu ouvi dizer que ainda troca mensagens de texto com Aaron Paul.

Somos muito próximos. Ele será meu amigo para sempre. Ele é como se fosse um filho para mim. E não só isso, também é um ator fantástico – e uma pessoa ainda melhor!

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Ele virá ver a peça, então?

Ai dele se não vier! Se ele não vier... bem, isso, meu amigo, seria um outro tipo de tuíte!

Quais novidades sobre Better Call Saul pode compartilhar?

Li por aí isso ou aquilo, mas não sei muito. Mas será muito divertido. Ainda há coisas a se dizer na história de Breaking Bad, então acho uma ótima ideia.

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E é verdade que você talvez faça uma participação?

Não faço Idea. Talvez? Eu certamente estaria disposto. Seria muito divertido voltar ao deserto do Novo México e reencontrar todos os meus velhos amigos.