"Cada um pensa o que quer", diz Ivete Sangalo

Chamando liberdade de expressão de democracia, a cantora respondeu, sobre preconceito com o axé: "Cada um tem seu raciocínio, e deve agir e pensar da maneira que lhe é conveniente"

Por Bruna Veloso, de Salvador Publicado em 30/01/2009, às 16h34

Na sala onde acontecem as entrevistas coletivas de imprensa durante o Festival de Verão de Salvador, dezenas de jornalistas passaram mais calor do que na arena de shows, nesta quinta-feira: para não agredir a garganta de Ivete Sangalo, o ar condicionado foi desligado.

Do lado de fora da sala, que tinha uma das paredes transparente, dezenas de fãs, com faixas e adornos dourados, como os do novo show da cantora, gritavam à espera da baiana.

Para os jornalistas, Ivete fez piada e tirou sarro de si mesma. Só mudou o semblante ao falar do preconceito que ainda ronda o axé por parte da crítica musical, respondendo à Rolling Stone Brasil: "Cada um pensa o que quer. Eu faço axé. Mas prefiro falar sempre das coisas que eu gosto, porque assim a energia se multiplica. Não gosto de falar de nada do que eu não gosto, porque isso vai ser notado. Cada um tem sua opinião".

A baiana continuou: "Acho que existem puristas, não puristas, existe todo o tipo de raciocínio, e o mundo só roda e gira por conta disso, porque cada um tem seu raciocínio, e deve agir e pensar da maneira que lhe é conveniente - sem, obviamente, machucar os outros".

Para finalizar, Ivete Sangalo falou de liberdade de expressão, apropriando-se, como é comum no Brasil, do conceito político de democracia: "Isso se chama democracia. Vivo numa democracia, aceito e respeito ela".