Cantor de "(I’ve Had) The Time of My Life" se apresenta nesta quarta em São Paulo

Bill Medley, uma das metades do Righteous Brothers, falou com a Rolling Stone Brasil

Paulo Cavalcanti Publicado em 12/06/2013, às 15h44 - Atualizado às 16h28

Bill Medley
Divulgação

Ao lado de Bobby Hatfield, Bill Medley formou o Righteous Brothers, uma das duplas mais conhecidas da história da música pop. Conhecida por ser representante do blue eyed soul (R&B e soul music feita por brancos), a dupla entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll em 2003. Hatfield morreu em setembro de 2003 e Medley continuou se apresentando sem o companheiro. Nesta quarta, 12, ele canta em São Paulo, no Teatro Bradesco. Depois, Medley se apresenta em Porto Alegre (Teatro do Bourbon Country, dia 15), Ribeirão Preto (Centro de Eventos Taiwan, dia 21) e Natal (Teatro Riachuelo, dia 22).

Falando por telefone, o cantou reforça que esta é a primeira apresentação comercial por aqui, mas lembra que já passou pelo país por um motivo diferente. “No final da década de 60, fui ao Brasil representar os Estados Unidos em um festival. Cantei uma música de Jimmy Webb. Fiquei impressionado naquela época, mas faz muito tempo, quero ver como tudo é agora”, afirma. Detalhando: Medley cantou no IV FIC, que aconteceu em 1969, no Rio de Janeiro, e a canção de Webb que ele interpretou foi “Evie”.

O show desta quarta vai ser uma retrospectiva da trajetória de Bill Medley, desde os primórdios do Righteous Brothers quando fazia canções dançantes como “Little Latin Lupe Lu” (e também o hit "Unchained Melody", trilha do filme Ghost), até sucessos solo como "(I’ve Had) The Time of My Life", dueto dele com Jennifer Warner, sucesso estrondoso na trilha do filme Dirty Dancing – Ritmo Quente. E, naturalmente, ele vai cantar “You’ve Lost That Loving Feeling”. Esta canção de 1965 é um dos mais grandiosos trabalhos de Phil Spector. Medley lembra como foi trabalhar com o lendário e problemático produtor. “Phil era mesmo uma figura. No estúdio, era perfeccionista – sim, tivemos alguns problemas, mas eram apenas diferenças artísticas. Fora isso, ele era um cara normal quando trabalhava”, diz ele. “Ele gostava dessa coisa de ser um sujeito excêntrico e recluso, uma espécie de Howard Hughes pop. Na época, era apenas uma questão de imagem, algo para inflar sua publicidade pessoal.”

Em breve serão lembrados os dez anos da morte de Bobby Hetfield. Medley se torna reflexivo quando se lembra do companheiro. “Já me pediram para que eu escrevesse minha autobiografia. Eu começo e paro. É difícil colocar no papel tudo que passei com o Bobby. Vivemos boa parte de nossas vidas juntos. Tivemos, é claro, também grandes diferenças, mas no final percebi que ele era mesmo um irmão”, finaliza.