Cantora Simone reclama (com razão) de bullying todo ano por música 'Então É Natal': 'Me pegaram para Cristo'

Simone participou do Conversa com Bial

Redação Publicado em 16/09/2020, às 15h41

None
Simone no Conversa com Bial (Foto: Reprodução)

Simone participou do Conversa com Bial, talk-show da Rede Globo, desta madrugada de 16 de setembro, e reclamou - com razão - do bullying feito com ela todo ano por conta da música “Então é Natal”, lançada em 1995. As informações são da UOL.

+++LEIA MAIS: Cansou de Simone? Dez músicas natalinas para renovar a playlist do feriado

"Aconteceu uma coisa inédita no Brasil porque [na época que foi lançado] não havia um disco falando e sendo cantado com músicas natalinas. Mas me pegaram para Cristo. Sofri bullying com 'Então é Natal'", disse a cantora.

Ela continuou: "Aconteceu um 'boom' com essa música, e você não pode dizer não a uma coisa que foi chancelada pelo brasileiro. Depois, a música tocou tanto que uma geração que não me conhecia, não conhecia a minha história, foi influenciada por pessoas que não queriam que acontecesse essa coisa boa que aconteceu comigo, porque há pessoas que têm raiva do sucesso do outro. Tom Jobim já dizia que o brasileiro é proibido de fazer sucesso". 

+++ LISTA: Os 50 melhores discos nacionais de 2018 - OK OK OK, de Gilberto Gil, está entre eles

Ainda, Simone também falou a Bial: "Por que é que eu não posso cantar músicas de Natal? O que me proíbe de cantar músicas de Natal? Por que proibir uma música de ser tocada? Que espírito ruim é esse?"

"Fiquei indignada, inclusive, com alguns colegas meus. Qual é o problema de eu cantar o que eu quiser? Preconceito? O que é isso? Depois, várias pessoas fizeram discos de Natal com músicas natalinas", afirmou em relação às críticas de amigos pela escolha dela de fazer canções de Natal. 

De acordo com as informações da UOL, a faixa integra o disco 25 de Dezembro, de Simone. "Então é Natal" é a versão brasileira de "Happy Xmas (War Is Over)", de John Lennon e Yoko Ono

+++ PLAYLIST: 12 músicas essenciais na cultura brasileira - mas censuradas durante a ditadura militar 

O sucesso da canção é grandioso. Segundo os dados, via UOL, com menos de um mês e meio de lançamento, a música vendeu mais de 1 milhão e 500 mil. Já a versão em espanhol somou mais de 2 milhões de vendas. 

Por conta da pandemia de coronavírus e isolamento social para contenção da doença, Simone precisou se adaptar ao 'novo normal'. Embora ela explique que tenha dificuldades com as redes sociais, optou pelas apresentações em formato de lives.

+++LEIA MAIS: Coronavírus, medo e incerteza: a importância da arte em momentos de caos [ANÁLISE]

A cantora contou: "Para mim, as lives foram a salvação. Fazer a primeira live foi muito difícil, pois eu não entendia absolutamente nada de internet, celular e tablet. Foi um tiro no escuro que a gente fez e continua fazendo."

As transmissões são feitas aos domingos, às 18 horas, na conta de Simone no Instagram: Ela concluiu: "Você sair de um palco e ir cantar para um celular é uma loucura. Eu não tenho intimidade com essas coisas.". As informações são da UOL.

+++LEIA MAIS: Como o isolamento social afeta a criatividade dos artistas no Brasil?


+++ BK' lança novo disco e fala sobre conexão com o movimento Vidas Negras Importam: 'A gente sabia que ia explodir'