Capital Inicial e Paris Jackson estampam as capas da edição 126 da Rolling Stone Brasil

Redação Publicado em 20/02/2017, às 18h35 - Atualizado em 28/02/2017, às 15h04

Paris Jackson e Capital Inicial

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O quarteto de Brasília, que entre mais altos do que baixos sempre militou pelo rock nacional, fala sobre política, música e drogas; em sua primeira grande entrevista, Paris Jackson defende o pai, comenta as polêmicas acerca da vida e teoriza a respeito da morte dele

A edição 126 da revista Rolling Stone Brasil, nas bancas a partir do dia 21, traz duas capas diferentes. Uma delas é estampada pelo Capital Inicial, banda que enfrentou uma série de obstáculos durante a carreira, mas jamais deixou de militar em nome do rock and roll nacional. O quarteto de Brasília repassa toda a trajetória e aborda assuntos como política nacional – “Acho que o Temer vai cair. E não vejo isso com maus olhos. Votei na Marina porque não queria a Dilma e não queria o Temer também. Acho essa turma do PMBD o fim da picada”, diz Dinho Ouro Preto –, o cenário roqueiro, as influências da Legião Urbana (“Talvez o Renato Russo visse que o ponto forte da Legião era o que o Capital não tinha, que era um líder. Ele devia ver a gente como uns garotos meio avoados, uma banda improvável de dar certo”, diz Fê Lemos”), uso de drogas (“Entrei numa ‘noia’ de saúde”, conta Ouro Preto. “Corro todos os dias. Comecei a lutar jiu-jítsu. O Capital já foi a síntese do excesso. Coisa de filme. Nos anos 1980 era pior. Era durante gravação, usávamos piano para cheirar. No retorno, voltamos meio tortos também. Não sei como a gente chegou até aqui. Éramos muito da pá virada. Mas acho que todo mundo da nossa geração era assim.”) e o acidente sofrido pelo vocalista Dinho Ouro Preto, que caiu do palco em 2009 e, entre outros danos, sofreu traumatismo craniano.

Na outra matéria de capa, Paris Jackson dá uma raríssima entrevista (a primeira de fôlego), na qual se abre sobre tudo: a filha do Rei do Pop fala sobre vício, depressão (“Eu era louca. Era louca de verdade. Estava passando por um momento de muita raiva”) e da crença de que o pai foi assassinado, além de abordar polêmicas como a suposta pedofilia de Michael – “Meu pai chorava comigo à noite. Imagina seu pai chorando para você sobre o mundo odiá-lo por algo que não fez” – e as desconfianças de que ele não seria pai biológico dos filhos: “Ele é meu pai”, ela crava. “Sempre será meu pai. Nunca não foi e nunca não será. Pessoas que o conheciam muito bem dizem que o veem em mim, que é quase assustador”.

Clique nos links abaixo para ver fotos e ler trechos das entrevistas.

Em sua primeira grande entrevista, Paris Jackson, filha de Michael Jackson, discute o sofrimento do pai e reflete sobre como encontrar a paz depois do vício e da depressão

O Capital Inicial pode provocar reações e amor e ódio no público, mas uma coisa é inegável: entre mais altos do que baixos em um mercado hostil, o quarteto de Brasília jamais deixou de militar em favor do rock nacional

A edição do mês conta ainda com entrevista com Frejat, falando sobre a saída do Barão Vermelho; uma discografia destacando os pontos altos da obra do Fleetwood Mac; um perfil da atriz Emma Stone, protagonista de La La Land: Cantando Estações; um panorama da carreira de Tássia Reis, que usa a música para combater o machismo e o racismo; RS Alerta com o proeminente cientista James Hansen, que afirma que estamos próximos de um ponto sem retorno no que diz respeito ao aumento da temperatura no planeta; e uma matéria de política nacional analisando as consequências da morte do ministro Teori Zavascki.