Carlinhos Brown quer fazer show com Shakira e Wyclef Jean em prol do Haiti

Gisele Bündchen, Arcade Fire, Blink-182 e George Clooney são outros que mostraram solidariedade ao país, atingido por forte terremoto há dois dias

Da redação Publicado em 18/01/2010, às 19h23

Carlinhos Brown se pôs à disposição do Ministério das Relações Exteriores para fazer shows beneficentes em prol do Haiti, país recém-vitimado por um terremoto de magnitude 8, seguido de tremores de menor densidade.

O brasileiro contou a um diplomata do Itamaraty que a colombiana Shakira e o haitiano Wyclef Jean (ex-The Fugees) demonstraram simpatia à sua causa: os dois teriam concordado em participar de apresentações ao lado de Brown para arrecadar fundos destinados à reconstrução do país da América Central, devastado por seu pior desastre natural em mais de 200 anos.

A proposta inicial de Brown, segundo a Folha de S. Paulo, é se reunir com Shakira e Jean para dois shows nos Estados Unidos e um no Brasil. Vale frisar que a oferta do brasileiro é só uma entre várias feitas ao Ministério, entre empresas e artistas, conforme a assessoria do órgão público.

Radicado nos Estados Unidos, onde se popularizou como rapper e parceiro de Lauren Hyll nos Fugees, Jean foi ao socorro da população haitiana nas horas seguintes ao desastre: pela internet, pediu que os fãs fizessem doações para ajudar nas operações de resgate. Estima-se que o terremoto tenha deixado centenas de milhares de mortes, entre eles quase duas dezenas de militares e ativistas brasileiros.

Carlinhos Brown sugeriu que o show do trio fosse organizado pela ABC (Agência Brasileira de Cooperação), em parceria com o órgão equivalente nos Estados Unidos.

Da banda indie Arcade Fire ao astro hollywoodiano George Clooney, vários artistas já demonstraram solidaridade frente à tragédia no Haiti. Blink-182, poe exemplo, lançou uma camiseta exclusiva para angariar fundos (à venda no site oficial do trio).

A supermodelo brasileira Gisele Bündchen teria sido uma das mais generosas: preparou um cheque de US$ 1,5 milhão para a Cruz Vermelha, segundo fontes do Boston Globe.