Carrie Brownstein escreverá adaptação da série Lost in Austen para o cinema

A musicista e estrela de Portlandia vai ajudar a fazer uma “versão norte-americana” da série britânica

Rolling Stone EUA Publicado em 06/08/2014, às 17h07 - Atualizado às 17h39

Carrie Brownstein
Chris Pizzello/AP

Atualmente, Carrie Brownstein ajuda a destrinchar os hipsters modernos e excêntricos da cidade de Portland, Oregon, nos Estados Unidos, com a comédia Portlandia, do canal IFC. Mas o novo projeto em que ela está trabalhando é voltado ao passado: de acordo com a Variety, Carrie escreverá uma adaptação para filme da série britânica Lost in Austen, na qual um cidadão moderno do Brooklyn, em Nova York, é transportado para a Inglaterra do século 19, mostrada no romance de Jane Austen, Orgulho e Preconceito (1813).

A quarta temporada dePortlandia fez parte da nossa lista de séries que mal podemos esperar para assistir em 2014.

Lost in Austen será o primeiro longa escrito por Carrie – este é um dos projetos inacabados da roteirista Nora Ephron, que morreu em 2012. O filme será produzido pela Columbia Pictures, Sam Mendes e Pippa Harris (da Neal Street Productions) e Nathan Kahane (da Good Universe), e terá produção executiva de Nicolas Brown (da Neal Street), John Middleton, Roy Lee e Joe Drake, e supervisão de Erin Westerman, da Good Universe.

Entre os vários projetos de cinema e TV, Carrie tem se mantido ocupada. Entretanto, ela também está trabalhando em uma autobiografia, com previsão de lançamento para 2015. “É difícil”, disse ela à Rolling Stone EUA, recentemente, sobre escrever o livro. “Acho que sou muito jovem para fazer isso, mas não consigo pensar em esperar 30 anos e ter que me lembrar de tudo”.

Vídeo: Sleater-Kinney se reúne em show do Pearl Jam.

O livro terá foco, em partes, na época em que ela esteve na banda Sleater-Kinney. Carrie chegou a entrevistar membros da família e companheiros da formação original do grupo para ajudá-la a reconstruir a própria história. Durante o processo, ela se culpou pelas tensões que levaram ao hiato por tempo indeterminado do Sleater-Kinney, em 2006.

“Sinto-me muito mais culpada do que eu poderia imaginar”, disse ela. “Minha ansiedade estava ficando maior do que tudo. Para a [companheira de banda] Corin [Tucker], foi algo do tipo: ‘Bom, não tem mais graça, porque temos essa pessoa louca na aqui’, ela disse isto sobre mim”.