Cineastas lamentam a morte do documentarista Eduardo Coutinho

Aos 81 anos, o diretor foi morto a facadas; o filho dele é o principal suspeito

Redação Publicado em 02/02/2014, às 19h03 - Atualizado em 03/02/2014, às 14h20

Eduardo Coutinho
Divulgação

Diversos cineastas e outras personalidades lamentaram profundamente a morte do documentarista Eduardo Coutinho, que estava com 81 anos. Responsável por obras como Edifício Máster e Jogo de Cena, ele foi morto a facadas no Rio de Janeiro, e foi encontrado na manhã deste domingo, 2. O principal suspeito do crime é o filho dele, Daniel Coutinho, que sofreria de esquizofrenia. Leia abaixo alguns depoimentos.

Dilma Rousseff, presidente, no Twitter: "Foi com tristeza que soube da trágica morte do cineasta Eduardo Coutinho, autor de Cabra Marcado para Morrer, Peões e Edifício Master. Coutinho deixava que os personagens contassem suas histórias com suas próprias palavras, criando assim uma relação direta com o espectador. O Brasil e o cinema brasileiro perderam hoje seu maior documentarista."

Marcelo Tas, jornalista e apresentador, no Twitter - “Coutinho, imensa perda para a criatividade e inteligência brasileiras. Que final trágico para quem amava contar as histórias dos outros.”

Cacá Diegues, diretor, em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo - “Estou chocado. Que história absurda. Eu conheci Coutinho há muitos anos. Ele foi o maior documentarista brasileiro, um homem muito inteligente. Era um prazer conversar com o Coutinho. Fico espantado que isso tenha acontecido. Fico chocado porque ele sempre foi um homem sereno, bom e calmo. Não conheço nenhum inimigo de Eduardo Coutinho. Ele foi sempre se renovando. Cada filme seu era uma novidade. Coutinho foi um cineasta muito original.”

Ugo Giorgetti, diretor, em entrevista ao portal UOL - "É uma das poucas unanimidades nacionais. Era não só o melhor documentarista, como, na minha opinião, o melhor cineasta brasileiro", [...] "Uma perda inacreditável. Era um cara que tinha o respeito infinito da classe. Um cineasta particular."

Fernando Meirelles, diretor - "Não há ninguém no Brasil que possa ocupar o lugar do Coutinho. Fica o vazio. Esse era um mestre",

Kiko Goifman, diretor, em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo - “Estou arrasado. Ele é o maior cineasta do Brasil. O mais instigante, o que mais construiu desafios para ele mesmo. Idolatro ele. Ele era um amigo. Ele era muito disposto a inovar, sempre se propunha a novos métodos, novas formas. Ele sempre mudava o olhar, ele não acreditava que era o Eduardo Coutinho pronto. Para mim, "Jogo de Cena" muda a história do cinema do mundo: acaba absolutamente com a ideia velha de divisão entre ficção e documentário, por isso que é histórico.”

Laís Bodanzky, diretora, em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo “Ele é simplesmente o nosso maior documentarista. Para mim, o maior mestre, a minha referência. Levar o documentário para as salas de cinema e ainda conseguir fazer público... Puxa vida!”