Cinegrafista de Matrix opina sobre o fracasso do dois últimos filmes da trilogia: 'A gente não era mais livre'

Bill Pope participou de um podcast no qual falou sobre o processo "atordoante" de produção de Matrix Reloaded e Matrix Revolutions

Redação Publicado em 14/07/2020, às 19h33

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Keanu Reeves como Neo em Matrix Reloaded (foto: reprodução Warner)

Bill Pope, o cinegrafista da trilogia original de Matrix, participou recentemente do podcast Team Deakins, e falou sobre a pressão esmagadora que sentiu durante a produção dos dois filmes finais. 

Como destacado pelo NME, segundo o depoimento dele, "tudo que foi bom na primeira experiência [de fazer o primeiro longa] não foi bom nas duas últimas. A gente não era mais livre."

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Pope ainda acrescentou que "havia muita pressão" na produção das continuações, e admitiu que "no meu coração, eu não gostei deles [os dois últimos filmes]. Senti que deveríamos ter ido para outra direção. Tiveram muitos conflitos, muitos problemas pessoais, e, para ser honesto, isso apareceu na tela."

"Tem alguma coisa em fazer uma filmagem tão longa, de 276 dias, que é mental e espiritualmente atordoante, e atordoa o filme. Existe um limite que a gente aguenta", explicou.

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Apesar disso, Pope se diz orgulhoso do trabalho feito em parceria com as irmãs Wachowski, Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss.

Ambas as continuações, Matrix Reloaded e Matrix Revolutions, foram lançadas em 2003.


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