Proibidos: relembre clipes que tiveram que sair do ar ou ter o conteúdo alterado

Relembre dez os vídeos que tiveram que sair do ar ou ter o conteúdo alterado

Redação Publicado em 09/05/2013, às 16h54 - Atualizado em 03/10/2013, às 13h57

GAleria Clipes Censurados

Com pouco mais de nove minutos de duração, o clipe de “Born Free”, de M.I.A., foi retirado do ar em função das muitas imagens de violência policial contra homens e mulheres, cenas com uso de drogas e sexo. No vídeo de 2010, a cantora critica o abuso da força militar e a sua brutalidade. Ele acabou banido do YouTube nos Estados Unidos e Reino Unido.
Rihanna teve o seu clipe para “S&M”, lançado em 2011, censurado em 11 países pelas cenas sadomasoquistas entre a cantora de Barbados e supostos jornalistas. Tem de tudo: chicotinho, gente amarrada, roupas de couro coladas, partes do corpo de fora, além das caras e bocas a que já estamos acostumados. Outro clipe da moça, “We Found Love”, também encontrou restrições, embora não tão severas: na França, ele só pode ser exibido depois das 22h. Ao lado, veja “S&M”.
A representante nacional dos clipes censurados fica com o vídeo da então novata cantora Luen para a canção “Coisas de Menina”, lançado em 2010. O curta retirado do ar pelo Youtube por seis vezes. Sempre voltou, claro, graças aos fãs da moça, que insistiram em sua publicação. Enquanto Luen canta versos como “Mas eu sei que aquele beijo foi verdadeiro / Foi tão bom aquele momento no banheiro / Coisas de amigas, os nossos brinquedos / Meninos não sabem o que nós fazemos / Esse é o nosso segredo, pode confiar”, o clipe mostra imagens de duas garotas no maior amasso no banheiro feminino de um restaurante enquanto os namorados, na mesa, não sabem de nada.
O verso “I wanna take a ride on your disco stick”, que em tradução literal pode ser interpretada como “quero dar uma volta em sua vara”, repedido por uma dezena de vezes em “Love Game”, de Lady Gaga, não agradou os censores da televisão australiana. O clipe da música acabou banido das televisões do país, mas continuou na internet e hoje já passou das 90 milhões de visualizações.

American Life - Madonna (Directo's Cut - sem corte) por estilomadonna no Videolog.tv.

Já acostumada à censura (basta a lembrança do sensual clipe de "Justify My Love”, banido da MTV em 1990, entre tantos outros), Madonna foi além e decidiu colocar o dedo na ferida da sociedade norte-americana com “American Life”, lançada no mesmo ano em que foi deflagrada a Guerra do Iraque. Na letra, ela ironiza o tal “sonho americano”, enquanto as imagens mostram um desfile de moda macabro, com soldados dos Estados Unidos maltratando prisioneiros, outros carregando partes de corpos e ainda alguns mutilados. A cantora, contudo, precisou mudar o clipe, mas garantiu que foi em respeito aos soldados que de fato estavam lutando na guerra. Veja aqui a versão original.
Em “Window Seat”, Erykah Badu sai do seu carro e, enquanto caminha, vai tirando peças do seu vestuário. Ao final dos pouco mais de cinco minutos de filme, a cantora norte-americana está completamente nua e finge levar um tiro onde John F. Kenedy foi assassinado, na Dealey Square, em Dallas (Texas). Além de precisar pagar uma multa e ficar em liberdade condicional, por ter tirado a roupa em público, Badu teve que se conformar em ver o clipe em versão light, com suas partes íntimas cobertas.
Sempre controverso, Marilyn Manson fez o que quis no clipe de “(s)Aint”, música do disco The Golden Age of Grotesque. Com a direção da italiana Asia Argento, ele mostrou o que quis no vídeo, de masturbação até cenas em que o músico usa cocaína sobre uma Bíblia. A gravadora do artista, a Interscope Records, vetou o vídeo e colocou uma versão editada no mercado. Ao lado você encontra o vídeo do jeito que Manson entregou para a gravadora, ou seja, sem cortes.
O vídeo de “Closer”, do Nine Inch Nails, em sua versão original, tinha seis minutos e meio. Para ser transmitido na televisão, algumas cenas foram censuradas e o clipe perdeu quase dois minutos no tempo total. Mas foi com essa música que Trent Reznor, líder da banda, ganhou fama entre o rock industrial. O clipe é tão pesado quanto os versos cantados com raiva pelo vocalista, e contribui com a criação de uma atmosfera soturna e assustadora na música. Depois de visto o vídeo, é impossível não lembrar das cenas macabras quando se ouve a faixa.
Em 2009, em meio às discussões sobre racismo, tolerância e violência em Paris, a dupla parisiense decidiu lançar o clipe de “Stress”, com cenas pesadas de jovens violentos espancando pessoas e destruindo lugares por onde passam. O clipe passou a ser chamado de “Laranja Mecânica do Novo Milênio”, tamanho o seu impacto. Mas acabou banido da MTV. A direção foi de Romain Gavras, o mesmo do também controverso “Born Free” , de M.I.A., também nesta lista.
Freddie Mercury levava o seu Queen a se aventurar pela disco music com a sensual canção “Body Language”, lançada em 1982, no disco Hot Space. Mas o clipe criado para exemplificar esse funk pré-disco, cheio de corpos pouco cobertos e com Mercury gemendo, foi vetado pela MTV.
Em 1966, o vídeo de "Dead End Street", do The Kinks, mostrando os integrantes carregando um caixão, foi taxado como de mal gosto pela BBC – ainda que o "corpo" tenha pulado para fora do caixão, aparentemente vivo e bem. Foi o primeiro vídeo pop banido pela BBC.
Durante a infância da MTV, incluir uma luta na lama não fazia parte dos esforços para parecer ousado. Uma versão editada desse vídeo do Duran Duran, em 1981 – com menos da metade das cenas originais e nenhum dos peitos que apareciam antes – foi escolhida no lugar da original para ir ao ar.
A tática de marketing da Island Records - com duas executivas indo pessoalmente à MTV, vestidas com correntes e roupas de ciclistas - não ajudou "Killed by Death", do Motörhead, a entrar no ar. Citando "violência excessiva e sem sentido", incluindo uma cena em que o vocalista Lemmy Kilmister aparece em uma cadeira elétrica, a MTV baniu o clipe.

Garth Brooks-Thunder Rollspor Nuggetslayer1No auge de sua fama, Garth Brooks mostrou um marido adúltero com um péssimo temperamento no vídeo de "The Thunder Rolls", de 1991, banido pelas redes The Nashville Network e Country Music Television pelo retrato da violência doméstica. A TNN queria que Brooks colocasse uma mensagem explicando o conteúdo, mas Brooks se recusou, dizendo que poderia parecer que ele estava tentando ganhar dinheiro.
Embora a Madonna já tenha tido diversos outros clipes censurados (o já citado "American Life", além de "Justify My Love", "Erotica" e do recente "Girl Gone Wild", no caso de "What It Feels Like for a Girl", dirigido por Guy Ritchie, ex-marido dela, esse foi inesperado: MTV e VH1 baniram o vídeo por não aprovar a onda de crimes ficcionais, que terminava em suicídio.
Dave Grohl disse que as seis horas de gravação com o ator Jack Black para o vídeo "Low", do Foo Fighters, incluíam cenas com brinquedos sexuais, mas o bom senso o fez cortá-las da edição final. Ainda assim, foi demais para a MTV, que em 2003 declarou que o vídeo era inapropriado para todas as idades.
Depois que Michael Jackson disse que a interpretação de Eminem para ele no vídeo de "Just Lose it" era "inapropriada e desrespeitosa", a Black Entertainment Television decidiu banir o vídeo de 2004 (que mostrava um Michael Jackson sem nariz em uma cama cheia de crianças). Na época, o Rei do Pop lutava contra acusações de abuso sexual infantil.
A esposa de Robin Thicke permitiu que ele rodasse o vídeo de "Blurred Lines" rodeado de mulheres sem sutiã, mas o YouTube não gostou muito. O clipe, lançado em 2013 - que também contém balões que formam a frase "Robin Thicke has a big dick" ("Robin Thicke tem o pinto grande") - rapidamente ultrapassou um milhão de views após estrear no Vevo.