Coheed and Cambria faz show com recepção morna no Rock in Rio

A banda só empolgou mesmo com a cover de “The Trooper”, do Iron Maiden

Stella Rodrigues, do Rio de Janeiro Publicado em 26/09/2011, às 02h49 - Atualizado às 03h21

Coheed and Cambria
Felipe Hidvegi/Estacio

A banda Coheed and Cambria foi recebida de forma bastante morna pelos costumeiramente intensos fãs de heavy metal. A maior parte dos presentes optou por ouvir o show sentado na grama, afastados do palco. Apenas uma porção dos ocupantes do gargarejo parecia estar ali para, de fato, ver o show do grupo. Muitos dos que passaram mal espremidos na grade e foram retirados pelos bombeiros ao longo da performance trajavam camisetas das atrações seguintes do line-up, como Motörhead e Metallica.

O som conceitual do nova-iorquino Coheed and Cambria, misturando rock progressivo, punk, metal e pós-hardcore, foi escutado por um público mais contemplativo do que animado. O vocalista Claudio Sanchez e sua chamativa cabeleira, de deixar Slash no chinelo, é autor de HQs e escreve uma saga de ficção científica chamada The Amory Wars. Esses quadrinhos, por sua vez, são inspirados nas complexas letras do grupo, compostas por ele. Ou seja, a banda não é exatamente autora de hits de fácil compreensão por parte de um público de festival, que não necessariamente a conhece tão bem. Some a isso o fato de que algumas das canções são bastante longas e Sanchez não é emuito comunicativo.

Sendo assim, com exceção de algumas pessoas mais à frente na plateia que conheciam bem as músicas, a maioria dos presentes só se empolgou mesmo com a execução de um cover de “The Trooper”, do Iron Maiden.

"No World For Tomorrow", “Ten Speed (of Gods Blood & Burial)” e “Here We Are Juggernaut” foram algumas das faixas que apareceram no set list do Coheed and Cambria.